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2016, ANÉIS ANTES DOS DEDOS

Um debate se processa nestes tempos de algazarra social, com uma gestão federal pra lá de incompetente, posto que “o que tem causado fissuras no contrato social é o fato de os vencedores estarem passando pela linha de chegada em barcos a motor, enquanto a maioria rema desesperadamente atrás”. Em outras palavras: “Os ricos  passam pelas melhores escolas e garantem os postos de trabalho que mais pagam; os pobres têm um ensino de pior qualidade e acabam brigando pelos empregos que sobram”. Quando sobram...
 
As duas frases acima estão inseridas na revista Exame, que  ostenta uma capa com uma pergunta que está a requerer estratégias políticas sobrevivenciais: “Por que o capitalismo é tão injusto?” Com duas constatações: a distância entre pobres e ricos no mundo só aumenta, por isso é um mal e o que se pode fazer; e cresce o número de empresários que defendem a reforma do capitalismo para combater a desigualdade. Com uma pesquisa inquestionável: para 99% dos americanos (EEUU), há algo de errado com a fatia do 1% mais rico!
 
Se no século passado, o comunismo soviético não comprovou sua viabilidade, em 70 anos não produzindo nenhum produto de consumo, no século XXI cabe ao capitalismo instituir a exequibilidade de uma renda gerada menos vexatória, buscando resposta para a questão: “Por que perseguimos há mais de 200 anos o ideal de uma sociedade menos desigual – e continuamos falhando miseravelmente?
 
Um editorial publicado na Folha de São Paulo, no último domingo de 2015, denuncia o abismo que separa uma urgente revolução de qualidade de ensino da proposta eivada de erros contidas na Base Nacional Comum Curricular, sem falta de focos e alvos prioritários, repleta de verbosidades mal travestidas de dialeticamente corretas. E o editorial denuncia: “Sem um plano mais concreto, seria imprudente dobrar os atuais 5,2% do PIB para 10%, como estipula o Plano Nacional de Educação.
 
O editorial cita ainda a Coreia do Sul e o Brasil como países que partiram de patamares semelhantes nos anos 1960, ambos com uma média de três anos de estudo por pessoa. Depois de meio século¸ o país asiático alcançou 12 anos, enquanto o Brasil nem chegou a oito. E para piorar, uma constatação humilhante: a escolaridade aumentou, mas não a produtividade média do trabalhador brasileiro.   
 
O editorial da FSP também oferece cinco parâmetros para amplos debates: 1. Ênfase no gasto com o ensino básico, e não com o universitário; 2. Garantia de seis horas efetivas de aula por dia; 3. Ênfase em português e matemática no currículo nacional; 4. Autonomia a mestres e diretores na demissão dos menos qualificados; 5. Encerramento das atividades das escolas ruins ou entrega das suas gestões a organizações sociais. Acrescentaríamos mais três: a. Reformulação do Curso de Pedagogia; b. Avaliação externa com bônus financeiros para mestres e escolas com bom desempenho; e c. Reestruturação dos Conselhos Federal, Estaduais e Municipais de Educação, reduzindo ao máximo as burocracias e as pedanterias acadêmicas dos que se postam fingidamente de notáveis.
 
Em tempos de crise socioeconômica como a dos tempos de agora, consequência direta de uma política governamental ditada por populismo esquerdeiro inconsequente, urge a hora de um repensar brasileiro sem histeria, sem democratices, tampouco demagogias eleitorais.  Objetivando sempre o Brasil acima de tudo, antes que se percam os anéis. E também todos os dedos.
Um 2016 feliz para todos os brasileiros!!
 
 

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