NPD014. BIOGRAFIA DE UMA COMBATENTE ILUMINADA


Se ela hoje vivesse, diria aos seus admiradores de carteirinha:
“Tenham uma vida limpa, uma mente aberta, um coração puro, um intelecto ardente, uma clara percepção espiritual, fraternidade para com todos, presteza para dar e receber conselhos e entendimentos, decidida resistência às injustiças pessoais, destemida defesa dos injustamente atacados e uma visão constantemente voltada para o ideal, degraus de ouro, por cujos degraus pode um aprendiz chegar ao Tempo da Sabedoria Divina.”
Para quem tem interesse em saber quem foi essa extraordinária personalidade histórica, recomendo um exaustivo trabalho de pesquisa:
INCIDENTES NA VIDA DE HELENA BLAVATSKY (1831-1891)
Alfred Percy Sinnett (1840-1921)
Limeira SP, Editora do Conhecimento, 2020, 256 p.
SUMÁRIO: Introdução; I – Infância; II – Casamento e Viagens; III – Regresso à Rússia: 1858; IV – Narrativa de Madame Jelihovsky; V – Narrativa de Madame Jelihovsky (cont); VI – Narrativa de Madame Jelihovsky; VII – Do Aprendizado à Obra; VIII – Permanência nos Estados Unidos; IX – Instalação na Índia; X – Viagem à Europa; Apêndice; Posfácio de Murillo Nunes de Azevedo.
Para quem não conhece, Helena Blavatsky nasceu na atual Ucrânia, foi uma escritora russa responsável pela sistematização da moderna Teosofia, tendo sido cofundadora da Sociedade Teosófica. Que desde pequena revelou incomuns dons psíquicos.
A partir de 1873, iniciou sua carreira pública nos Estados Unidos, provocando admirações e ceticismos, aplausos e acusações.
Com Henry Olcott fundou a Sociedade Teosófica, publicando, em 1877, sua primeira obra importante, Isis sem Véu. No final de uma vida atribulada, inclusive acusada de fraudes, conclui sua obra mais importante, A Doutrina Secreta, uma síntese de História, Ciência, Religião e Filosofia.
Uma figura fascinante, de comportamento nada previsível e tampouco polido, muito cômica quando falava mal de si mesma, indiferente às opiniões alheias, não sendo jamais esnobe. Obesa, falava abertamente sobre sexo, embora não fosse nada sensual. Barulhenta, fumava sem parar. Dominava cerca de quarenta línguas e dialetos.
Uma leitura que esclarece e provoca enxergâncias múltiplas sobre uma mulher dotada de inteligência supranormal.