NPD011. EM FACE DA BABELIZAÇÃO PLANETÁRIA


Outro dia, recebi um telefonema de amigo querido de muitas décadas, preocupado com o azedume nacional diante de alguns rumos tomados pelos executivos federais.
E defini para ele dois termos que estão sendo utilizados indevidamente nos noticiários televisivos contemporâneos sobre a pandemia da COVID-19.
Paradigma é um modelo ou padrão a seguir. Etimologicamente, este termo tem origem no grego paradeigma que significa modelo ou padrão, correspondendo a algo que vai servir de modelo ou exemplo a ser seguido em determinada situação. E expliquei a ele que o mundo está envolto por imensa ignorância cultural, fundamentalismos religiosos, ideologias sectárias, oportunismos eleitorais e fake news eletrônicos, originando um sem números de ideários conflitantes, alguns extremistas, gerando um novo conceito, o abaixo.
Modernidade líquida, desenvolvido pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que diz respeito a uma nova época em que as relações sociais, econômicas e de produção são frágeis, fugazes e maleáveis, como os líquidos. O conceito opõe-se, na obra de Bauman, ao conceito de modernidade sólida, quando as relações eram solidamente estabelecidas, tendendo a serem mais fortes e duradouras.
Nos atropelos múltiplos causados pela COVID-19, sempre é oportuno relembrar o prognóstico do notável pensador Rubem Alves para os ainda não devidamente cidadanizados:
“Pensar é coisa muito perigosa. Quanto às leituras, evite aquelas que fazem pensar. Há uma vasta literatura especializada em impedir o pensamento. E há programas obrigatórios de televisão, especialmente no vazio dos domingos. Seguindo essa receita, você terá uma vida tranquila, embora banal. Mas, como você cultivou a insensibilidade, não perceberá o quão banal ela é. E você se aposentará para, então realizar os seus sonhos. Infelizmente, entretanto, quando chegar tal momento, você já terá se esquecido de como eles eram”.