NPD010. PARA LER, ENTENDER, APLAUDIR E DISSEMINAR


Um parágrafo que a equipe ministerial do presidente sempre capitão, jamais comandante, ainda não leu, por incúria, incultura ou babaovismo obsessivo-alucinante:
“A distinção entre desenvolvimento econômico e progresso humano é essencial, mas isto não leva à renúncia do desenvolvimento econômico, que assume o papel de condição necessária, embora não suficiente para o progresso. Procurar entender como se deu o processo de aumento do conhecimento e de domínio da natureza por meio da história da própria ciência e da técnica pode nos ajudar a fazer um balanço crítico do progresso, ideia fundamental para a sobrevivência da sociedade humana.”
Por que eles não leram?
Porque amplamente dissociados de leituras ampliadoras de “enxergâncias”, indispensáveis para a efetivação de missões estruturadoras capazes de melhor conceituar o país no concerto das nações. Uma delas bem que poderia aclarar uma diferença que está vitimando a atual governabilidade nacional:

CIÊNCIA E IDEOLOGIA: UMA EXCURSÃO À HISTÓRIA EM TORNO DA IDEIA DE PROGRESSO
Guido Magalhães
São Paulo, Intermeios, 2017, 406 p.

O autor tem pós doutorado pela Smithsonian Institution, Washington, EEUU, atualmente sendo professor titular do Departamento de História da FFLC da USP, sendo ainda “Fellow” da Chemical Heritage Foundation, Filadélfia, EEUU.
SUMÁRIO: Introdução; 1. A historiografia da ciência e sua metodologia; 2. Em torno de definições; 3. Capítulos de história das ciências; 4. Dois estudos de casos exemplares de ideologias científicas; 5. Ideologia científica e positivismo; 6. Metodologia científica, ideologia e progresso.
Três dados impressionantes são apresentados no final do livro pelo autor:
1. Enquanto nos países desenvolvidos, a indústria financia entre 50% e 70% dos gastos de pesquisa, no Brasil, os gastos se situam na faixa de 20%;
2. Os EEUU gastam em pesquisa científica 750 vezes mais que o Brasil, para uma relação de produto bruto 20 vezes maior; e
3. Os gastos públicos com educação por habitante, nos EEUU, são DEZ VEZES superiores ao gastos públicos brasileiros, sendo eles maciçamente empregados nos dois primeiros graus de ensino.
Enquanto isso, em nosso país, alguns ministros possuem uma jumentalidade mental estratégica de fazer inveja em qualquer país minimamente ajustados aos desafios mundiais pós COVID-19.