NPD 086. REDIRECIONAMENTOS PÓS CONVID-19


Constata-se, pelos últimos quantitativos sociais, humilhantemente vexaminosos, que o país menosprezou, nos últimos cinquenta anos, um corpo sadio numa mente sadia, optando por pedra e cal, aparências e blá-blá-blás educacionais nada pensantes, tampouco bem profissionalizantes. Reduzindo a maioria da gente brasileira a coisa nenhuma, impossibilitando-a de ser qualificada, situada, datada, empregada e bem paga, consciente dos desafios capacitacionais que exigem um permanente aprender, desaprender e reaprender para saber bem enfrentar as supercomplexidades da atual e futura conjuntura planetária.
Através de um espetacular desenvolvimento das comunicações eletrônicas, pressionando, denunciando e cobrando, os procedimentos públicos e empresariais parecem caminhar para projetos socialmente mais responsáveis, dirigentes públicos e empresariais, situação e oposição denegrindo os assistencialismos que apenas robotizam e anestesiam.
É chegada a hora de se apostar no cavalo certo para a sobrevivência de todos. Uma grande parte dos executivos brasileiros parece apreender os principais problemas, mas não sabe como enfrentá-los. E terminam por optar pelas partidas-paradas, aquelas iniciativas que permanecem, concluídas as etapas finais, no mesmo ponto de antes de se começar.
Nos momentos pós pandêmicos, amplo equilíbrio, emocional e decisório, é a chave-mestra para se combater a burocracia excessiva, o detalhismo tecnocrático, os fake news e as programações informativas midiáticas de valia idiótica. E de saber diferenciar o essencial, o complementar e o supérfluo, sempre levando na mais alta conta que só se pode chegar à solução de qualquer impasse dirigindo-se ao fundamental, através de amplas escutas públicas.
No mais, é só meditar sobre um alerta feito por John Foden, um especialista em tomada de decisões: “as pessoas precisam falar sobre alguma coisa e, se elas não sabem o que está acontecendo, a conversa só pode se transformar em tagarelice”.