NPD 065. ANALFABETISMOS EMERGENTES


Com a COVID-19 correndo solta nas raias mundiais, inclusive, em nosso amado Brasil, com mais ferocidade por ter sido classificada como uma “simples gripezinha”, alguns analfabetismos, além do muito estudado funcional, foram identificados pelos analistas sociais, tornando ainda mais inadiáveis as reestruturações planetárias que se tornaram indispensáveis. Citemos os mais visíveis da atual conjuntura pandêmica:
ANALFABETISMO EMPRESARIAL – sentimento de que nada é preciso mudar após pandemia, voltando a lucratividade a crescer como dantes, embora não mais existindo o Quartel de Abrantes.
ANALFABETISMO POLÍTICO – bastante ampliado na pandemia, resultado de uma miopia acelerada diante das reformas que se fazem necessárias para um ajustamento do país aos desafios planetários futuros.
ANALFABETISMO TELEVISIVO – consequência de repetições descriativas por derradeiro de programas gravados e estocados como peças de museu. Também entrevistadores e animadores que não possuem agilidade mental sem os scripts preparados antecipadamente para eles.
ANALFABETISMO ESTATÍSTICO – repetição, nos noticiários televisivos, de dados estatísticos construídos sem a mínima metodologia científica, no pressuposto admitido que todos os ouvintes possuem uma desenxergância crítica, sempre engolindo gato por lebre.
ANALFABETISMO FILÓSOFICO – ignorância expositiva para semear inspirações de paz, saúde, felicidade e esperança para seus interiores pessoais e demais derredores.
ANALFABETISMO QUARENTÊNICO – desregramentos situacionais domésticos, por ausência de um mínimo dignificante de respeito aos direitos dos próximos, parentes, vizinhos e auxiliares domésticos.
ANALFABETISMO CULTURAL – incapacidade de estabelecer um programa de leituras reconstrutoras em seu ambiente doméstico de isolamento social.
ANALFABETISMO ECONÔMICO – ignorância gigantesca da necessidade de efetivar poupança mínima na prevenção de futuros ainda não convenientemente delineados.
ANALFABETISMO ANALÍTICO – incapacidade de analisar os ambientes pessoais e profissionais futuros, favorecendo estratégias sobrevivenciais indispensáveis para novos cenários capacitacionais e de trabalho.
ANALFABETISMO ESPIRITUAL – desconhecimento por completo dos textos que favorecem reestruturações interiores, ampliando uma maior transcendentalidade com a Criação.
ANALFABETISMO ELEITORAL – nula enxergância diante das medidas positivas tomadas pelos gestores públicos, inserindo todos num mesmo balaio de sacripantas.
ANALFABETISMO FAMILIAR – não perceber que faz parte de uma família bem maior que a apenas geracional, mundial, para não dizer cósmica.
ANALFABETISMO ÉTICO – não controle dos seus ímpetos criminosos, utilizando as situações pandêmicas para ganhos ilícitos, posturas solidárias fingidas, propagandas enganosa, sempre confiante nas ineficiências policiais e judiciárias, bem como da ingenuidade das massas.
ANALFABETISMO ECOLÓGICO – comportamento predatório diante do meio ambiente, como se os direitos dos outros não existissem.
ANALFABETISMO DE BRASIL – desconhecimento das potencialidades do país, imaginando-se sempre amparado por um assistencialismo que não ensina a pescar, pouco se importando com sua futura alienação mental.