NPD 061. CURTAS E LADINAS


Costumo selecionar, em arquivos eletrônicos, historietas contadas, vivenciadas, lidas e anotadas. Utilizo-as para reproduções em escritos reflexivos, pareceres e páginas lúdicas. São por demais conhecidas dos profissionais de DC – Desenvovimento Comportamental, muito embora ainda pouco exploradas pelos das áreas, que também lidam com pessoas e fatos de uma época intrinsecamente conflituoso, pandêmica por derradeiro, exigentemente em acelerada mutabilidade geral.
Em plena COVID-19, transcrevo algumas, a propósito de alguns acontecimentos, a carapuça cabendo a quem de direito, na classificação de cada leitor.
1. A mãe do Diomedes, desesperada, às seis da manhã:
– Filhinho, levante-se, já está na hora de se preparar para ir à escola.
– Mãe, eu não vou mais pra escola de jeito nenhum. Os dois mil alunos me odeiam, os funcionários também, até o porteiro não vai com a minha cara!!
– Levante-se já e vá para a escola!, a mãe reagiu, ríspida.
– Mãe querida, não compreendo você. Por que você deseja tanto me colocar naquela tortura, naquele sofrimento, nesta época de pandemia?.
– Por duas boas razões, queridinho. Primeiro, porque você já tem quarenta e cinco anos e, segundo, porque você é o diretor da escola!!
2. Madame já muito coroa, recondicionada frente e verso, bisbilhotando o Einstein:
– Querido Albert, em palavras que possa entender, o que é relatividade?
– Caríssima senhora, quando um homem está ao lado de uma mulher bonita, uma hora parece um minuto. Mas se está sentado numa boca de fogão acessa, um minuto vai parecer muito mais que uma hora.
3. Dona de casa para rapazote chegado de reunião on line:
– Quem fez o último pronunciamento, filho?
– O governador, mãe.
– Sobre o que ele falou?
– Ele não disse, mãe.
4. Conversa entre uma galinha e um porco, na entrada de um chiqueiro:
– Sou totalmente devotada, pois dou meus ovos todas as manhãs.
– Isto não é devoção, é participação. Dar o presunto, isto sim, é que é devoção total!!
5. Um músico jovem e muito pentelho, escutou de Pablo Casals, o grande violoncelista, o porquê, aos 85 anos de idade, dele continuar praticando cinco horas diárias:
– Porque acho que estou melhorando!
6. Uma quase mulher, de fino trato, a um pianista famoso, depois de um recital consagrador:
– Eu daria a metade da minha vida para aprender a tocar como o senhor!
– Caríssima jovem, foi exatamente isto o que eu fiz!
7. Presidente de um grupo empresarial, questionado por estagiário:
– A que o senhor atribui seu sucesso?
– Às minhas boas decisões.
– E a que atribui suas boas decisões?
– À sabedoria…
– E de onde vem essa sabedoria, senhor?
– Conquistei-a com as minhas experiências
– E como obteve tais experiências?
– Com as minhas más decisões, meu jovem.
8. Mulher muito gorda, peituda, chata e presunçosa, em reunião de corretores de Bolsa de Valores, no sul do país:
– Por favor, atenção!! O que devo fazer para ser ouvida por todos ao mesmo tempo?
Resposta de bate-pronto, vinda de um canto de sala molequento:
– Soma os números do catálogo telefônico e disca para o resultado!!
No mais, é seguir as recomendações de John Rhoades, um arretado de ótimo. analista organizacional de nomeada:
“Mais do que existir, viva; mais do que tocar, sinta; mais do que olhar, observe; mais do que escutar, ouça; mais do que ouvir, compreenda”.
E jamais olvidando: pimenta enfiada no fiofó dos outros é sempre refresco!!