NPD 036. COMO ESCUTAR CHATOS, FASCISTAS E ESQUERDOPATAS


No mundo atual, com as instantâneas comunicações internéticas, diariamente lemos assuntos agradáveis, porra-louquices fundamentalistas ou messiânicas, questionamentos críticos lógicos e jumentálicos, propostas escabrosas e noticiários que necessitam ser amplamente investigados, sob pena de nos tornarmos vítimas de fobias, neuroses, ilusões e outras presepadas.
Diante da necessidade vital de saber bem escutar para sobreviver convivencialmente, compreendendo o circo século XXI, com todos os seus personagens situados e datados, recomendo a leitura de um livro que me fez um bem danado de bom, capacitando-me para não mandar um bocado de gente TNC (tomar naquilo), preservando amizades e derredores de ânimos exaltados, sem bananações (dar bananas) nem fingimentos hipócritas, risos escancarados para não cuspir ou vomitar:
O PALHAÇO E O PSICANALISTA: COMO ESCUTAR OS OUTROS PODE TRANSFORMAR VIDAS
Christian Dunker & Cláudio Trebas
São Paulo, Planeta do Brasil, 2019, 256 p.
O primeiro é psicanalista e professor titular do Departamento de Psicologia Clínica do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, escritor com diversos prêmios Jabuti, também colunista do Jornal Zero Hora, especialistas em patologias do social e lógicas do sofrimento.
O segundo é palhaço, escritor e educador pós-graduado em Pedagogia da Cooperação e Metodologias Colaborativas, fundador do LEC – Laboratório de Escuta e Convivência.
Alguns temas desenvolvidos no livro: Aprendendo a escutar; O pacto da escuta hospitaleira; Diálogo, elogio ou julgamento; Por que o sapato do palhaço é grande?; Os quatro “agás” da escuta; Simpatia não é empatia; Cuidado ou controle?; Educando para a soliidão silenciosa; A arte de perguntar; Escutando pela primeira vez; A escuta em ambiente digital; O líder escutando; A coragem e o desejo de escutar; Teoria da escuta; Você hospedeiro; Posfácio.
Uma leitura de muita aprendência, num mundo onde ninguém mais quer escutar, só enfiar teorias e convicções nos miolos moles dos abestados.