NPD 025. RELEMRANDO LA FONTAINE


A releitura de uma conhecida fábula de La Fontaine é pertinente para muitos que teimam em esconder a cabeça embaixo dos tapetes, o rabo entre as pernas, de cu frouxo, após superadas as ondas pandêmicas da COVID-19.
Conta ela que um bravo leão se apaixonou pela filha de um velho lenhador, de formosura exemplar e seios deslumbrantes, sem silicone de qualquer espécie. Pedindo a mão da jovem em casamento, para poder usufruir bem do resto, o bravo leão ouviu uma sonora negativa, em função de suas afiadíssimas presas. Após uma dolorosa extração dentária coletiva, reiterou perante o lenhador sua intenção, ouvindo nova recusa, por causa das suas amoladas garras. Após arrancar as dez unhas, sem mais garras nem presas, retornou à moradia do lenhador para um novo pedido. O velho, percebendo o leão sem garras nem presas, abdicado de sua própria natureza e com uma desestruturação cívica no limite, arma-se com um porrete de bom tamanho e esmaga-lhe a cabeça.
Eis um lema que deve servir para pessoas e instituições, estados, municípios e nações: “Saiba controlar seu destino, senão alguém fará isso por você, de uma maneira sempre perversa”. E o saudoso Abraham Maslow, sempre reeditado para gáudio de seus continuadores, não deixa por menos: “Se você se contentar com menos do que pode ser, será infeliz pelo resto da vida”.
O meu melhor Amigo, Filho do meu Pai, já dizia, quando caminhava por estas bandas que aquilo que semeamos é o que iremos colher. Às vésperas de uma nova etapa da vida mundial, que todos se percebam autores e atores de uma configuração histórica, que necessita ser aprimorada através da bravura de seus povos e do destemor dos seus governantes, sem achincalhações nem deboches, tampouco bananas, embromações e incompetências, as críticas necessárias se tornando concretas através de mecanismos midiáticos nunca descriativos e asneirantemente sectários.