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VARREDURA E DESMASCARAMENTO
 Os últimos acontecimentos nacionais desnudaram as vestais que se proclamavam imunes à lama, a viver, de palanque em palanque, batendo no peito e arrotando virgindade comportamental. E desmoralizaram ainda o comportamento daqueles que, metidos a defensores e utilizando o juridiquês, teimam em acobertar os enlameados por instinto de sobrevivência eleitoral nas regiões mais politizadas, caso do Recife, cidade que não perdoa fingidos e amacacados, lambecusistas e barbudinhos santarrões, salafrários todos.
Solidarizo-me com os que choraram de vergonha diante das bandalheiras descobertas, embora certas manifestações de choro em palanque sirvam para engabelar mais os que já embromados pelos  salvadores da pátria.
Acredito piamente também que o choro de muitos é conseqüência do abandono partidário dos maiorais do Executivo, que por ladina sabedoria tiraram os deles da reta, pouco se lixando para os que sempre se pautaram com dignidade e luta diante do ideário político. E que eram tidos antes como companheiros de lutas.
Uma revelação histórica, explicitada num artigo de jornal sulista, passada quase desapercebida porque desamaranhada do noticiário principal, revigorou minha solidariedade para com os militantes petistas dignos. Analisando o papel desempenhado, intelectual e politicamente, pelo sociólogo Florestan Fernandes, um pouco da sua trajetória foi narrada: filho de uma empregada doméstica, abandonou para trabalhar duro os estudos nas primeiras séries primárias, retornando aos bancos escolares aos dezessete anos, sendo aprovado posteriormente em exame de madureza, possibilitando seu ingresso na universidade. E com um adendo muito importante: nunca utilizando seu passado para legitimar suas posições e ascendências políticas!!
 Não devo desacreditar no ideário contido nos partidos que postulam reformas estruturais que beneficiem os excluídos de renda digna, trabalho, educação, saúde, terra e moradia. Não sacudo na vala comum os ideários dos que desejam uma Nação Brasileira sem rastejamentos diante do capitalismo financeiro internacional, a soberania sendo símbolo ouro de nossa nacionalidade. Comungo com a luta dos que alimentam o sonho de ver a população brasileira sem fome e bem educada, com uma distribuição de renda que não a envergonhe perante as demais nações do mundo. E estou convencido que somente através da ampliação da nossa cidadania saberemos diferenciar estruturadores de saqueadores, choro de fingimento, assistência técnica de assistencialismo populista, Câmara de camarilha, Senado de sem nada, e presidente de barbudinho fingido metido a mandatário.
 Varredura e desmascaramento. Varrer os safadosos, salafrários, usurpadores, sabidões, carequinhas, os ainda colloristas, os raspadores do erário público, as raposas de galinheiro e os colarinhos brancos de prontuário é mais que necessário, para isso sendo indispensável a pressão dos socialmente responsáveis. E desmascarar o que desejam levar vantagens, através de propostas que impossibilitem a reforma agrária, a reforma urbana, a reforma política, a reforma tributária, a reforma do judiciário e a reforma universitária. E também defenestrar pelas urnas os demagógicos, os messiânicos, os empulhadores, os metidos a bonzinhos e os que também imaginam que o fim do mundo está próximo, prometendo salvo-conduto para os que disserem eu-te-amo, como aquela propaganda televisiva choramingueira.
 Não sou petista, embora admirador de sua consciente militância. Lamento que o partido tenha se desviado dos seus ideários e estatutos, tornando-se manietado por mitos, barbas, caixas dois, cuecas e mentiras deslavadas.
 Votar em branco ou nulo nas próximas eleições será um voto covarde. E também conivente com a bandalheira. Voto consciente é o melhor instrumento para defenestrar acanalhados e fingidos. De todos os segmentos  sociais.
 

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