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UMA ANÁLISE BALIZADORA
Aproveitando os recentes feriados momescos e mais uns dias acumulados de férias, a Ângela e o Zequinha, turistas inveterados de muitas milhas internacionais, desembarcaram em Madrid, para conhecer o Museu do Prado, namorar na Plaza Mayor e revisitar a Plaza de Colón, construída em homenagem ao maior navegador espanhol de todos os tempos, Cristóvão Colombo. E ainda torcer pelos manos irracionais em Las Ventas, a maior praça de touros da Espanha, inaugurada em 1931.   

 Na Gran Via, umas das principais da cidade, área comercial, turística e de lazer, o Zequinha adquiriu a edição internacional de El País, um dos periódicos mais importanes de Espanha. Que estampava em sua página 23, chamada La Cuarta Página, o artigo Después de Lula ¿qué?, com considerações sobre o pós-governo do metalúrgico. Enviando-me um exemplar, li a matéria com olhos de nordestino interessado num esplendoroso amanhã para o Povo Brasileiro. 

 Os tópicos principais do artigo foram os seguintes: Como será o Brasil sem Lula, que colocou o país entre as potências emergentes do mundo, junto com a Índia e a China, deixando-o com menos vinte milhões de miseráveis. E que abdicou de um terceiro mandato, muito solenemente declarando que “mejor que la continuidad en el poder, es la alternancia, para la salud de la democracia”.   

 Diz ainda o artigo que o presidente sindicalista Lula, ao chegar ao poder, em 2003, conseguiu uma proeza que parecia inimaginável: “desplazarse desde la izquierda de su partido, el Partido de los Trabajadores (PT), y poner en marcha, durante sus dos mandatos, una política económica neoliberal que dio seguridad y garantias a los inversores extranjeros”. E foi além: “À la vez – en una especie de cuadratura del círculo – há sabido conjugar esa política, aplaudida por los banqueiros, con fuertes y vistosas políticas sociales, con las que conquistó a millones de pobres e gentes sencillas, ante quienes se presentó como un buen padre, aunque la oposición le califica de assistencialismo”.

 Prenunciando a volta do presidente Lula em 2014, o artigo proclama que “el país seguirá siendo un país con instituciones democráticas consolidadas; un país que nó solo ha conseguido salir, sin quebrarse, de la crisis mundial, sino que ya está creciendo, un país sin posibilidades de golpes, de ningún tipo y que a pesar de algunos ribetes populistas en alguns momentos – por la influencia sobre todo del chavismo – no se ha dejado arrastrar por el populismo de turno en América Latina”. E a razão é explicitada cristalinamente: “porque fue él quien tuvo el coraje de respetar los cimientos democráticos que habian construído los ocho años de Gobierno de su antecesor, el socialdemocrata Fernando Henrique Cardoso”.    

         No artigo, a ministra Dilma Rousseff, classificada como uma ex-guerrilheira de origem húngara, é vista como uma espécie de sombra do Lula, sua consagração nas urnas podendo ser interpretada como um terceiro mandato do atual presidente, assegurada a continuidade do lulismo. Muito embora, o artigo a classifique como “una gestora que carece del carisma desbordador de su jefe”, tendo chegado tardiamente ao Partido dos Trabalhadores. Diz o texto que “Dilma es más de izquierda que Lula, que en verdad nunca lo fue”. 

 Com Serra vencedor, deduz o jornalista, o Brasil seria um país sem Lula, embora ainda com Lula, dada a simpatia que o candidato possui pelas conquistas sociais do atual presidente, sem sombra de dúvidas o mais emblemático primeiro mandatário da nossa história republicana. Apesar das presepadas e incompetências de alguns petistas de categoria nulificante.

 A conclusão do artigo é mais que promissora; seja qual for o eleito para substituir o presidente Lulinha-paz-e-amor, o Brasil irá consolidar cada vez mais seu caminhar de nação que dignificará os amanhãs planetários, tornando-se liderança indiscutível do cenário latino-americano, dada a decadência visível do chavismo, do castrismo e de outros ismos, sempre ananicados diantes das alavancadas imprescindíveis. Com Dilminha-brabeza-e-trator ou Serrinha-vampirismo-e-rancor, as urnas se pronunciarão quando outubro chegar.    
 
 
(Portal da Globo Nordeste, 18.03.2010, Blog BATE & REBATE)
Fernando Antônio Gonçalves
 

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