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UM HOMEM ALÉM DE ÓTIMO
Numa reunião transecumênica, o coordenador indagou sobre a figura mais importante da história da humanidade. A unanimidade recaiu sobre Jesus Cristo, nosso Irmão Libertador. Em seguida, ele perguntou sobre os livros que cada um tinha lido nos últimos dois anos sobre tão notável personagem. Aí o curto-circuito aconteceu: apenas três dos vinte e seis presentes, todos de nível superior, haviam lido algumas páginas de livros pouco analíticos, infantilmente apologéticos, apropriados para mentes desarticuladas das exigências de um cristianismo que deveria ser cativante e efetivamente evangelizador, sem fobias nem vitimismos.
 
O coordenador, um jovem de pouco mais de cinquenta anos, transecumênico por derradeiro, indicou alguns textos que poderiam consolidar uma compreensão mais robusta sobre o Filho de Deus. Um deles, um trabalho formidável do historiador francês Jean-Christian Petitfils, PhD em Ciência Política, intitulado Jesus: a biografia, SP, editora Benvirá, 2015. E esclareceu que o livro busca oferecer respostas para uma série de questionamentos que envolve um personagem que é adorado por um terço da humanidade, situado na origem da religião mais difundida do planeta, tronco comum para católicos-ortodoxos, luteranos, calvinistas e anglicanos. Inclusive para os da Doutrina Espírita, posto que Allan Kardec sobre Jesus foi categórico: “Jesus representa o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo, e a doutrina que ensinou é a mais pura expressão de sua lei, porque, sendo Jesus o ser mais puro que já apareceu na Terra, o Espírito Divino o animava”.
 
Atualmente, inúmeros crentes e descrentes estudam a notável figura histórica do Nazareno, multiplicando-se as análises sobre Ele, principalmente nos Estados Unidos, onde pesquisas amplas favorecem a fascinação das comunidades com indagações as mais diferenciadas: Foi ele o verdadeiro fundador do Cristianismo? Será que, com o passar do tempo, alteraram seus discursos? Será que utilizaram  fraudulentamente as mensagens de amor e de fraternidade por Ele deixada? Como seus adeptos se multiplicaram e por que eles se dividiram? Como seria o ambiente histórico, cultural e político da Palestina daquele tempo? Como aconteceu o processo romano e qual a função exercida por Pôncio Pilatos, o único personagem extra citado num Credo Apostólico? Qual o valor histórico dos apócrifos e qual a autenticidade dos textos do historiador Flávio Josefo? E o Santo Sudário teria realmente acontecido? E o Nazareno era essênio?
 
Uma leitura sedutora, compreensível e sedutora, elaborada sensatamente para dar testemunho de um fato histórico inesquecível de um Ser Humano por quem sou integralmente apaixonado.
 
(Publicada em 06.02.2016, no Jornal do Commercio, Página Religião, coordenada pela jornalista Carmen Peixoto) 
Fernando Antônio Gonçalves
 
 

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