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SEMEADOR DE ESTRELAS
Um dia, na PUC do Rio de Janeiro, assisti uma palestra do médium Chico Xavier, testemunhando algumas páginas por ele psicografadas. E posteriormente por ele próprio lidas para um auditório lotado, majoritariamente não kardecista. E que o aplaudiu intensamente, reconhecendo nele uma personalidade do bem.
 
Falando de Chico Xavier com amigos, um deles me presenteou um livro de outro espírita brasileiro: Divaldo Franco, baiano de Feira de Santana, respeitado orador, admirado no Brasil e no exterior, divulgador da Doutrina Espírita há mais de 65 anos, já tendo realizado palestras em mais de duas mil cidades brasileiras, também conferencista em 65 países. E que, em 2005, recebeu, em Genebra, Suíça, o título de Embaixador da Paz no Mundo.
 
Divaldo Franco já publicou mais de 250 livros, através de 211 autores espirituais, com mais de dez milhões de exemplares vendidos, em versões para 16 idiomas. Com toda renda sendo revertida para a Mansão do Caminho, um complexo educacional e de assistência social de 80.000 metros quadrados, sediado na capital baiana que atende diariamente 3.200 crianças e jovens de famílias de baixa renda. Situado na rua Jayme Vieira Lima 104, Pau da Lima, 41.235 Salvador, Bahia. Todos os que o conhecem dão testemunho público do seu exemplo de perseverança, fé e amor contagiante, sempre propagando a Doutrina Espírita em nome do Senhor Jesus.
 
O livro recebido intitula-se Divaldo Franco Responde, 2v., São Paulo, Intelítera Editora, 2013. Organizado pela jornalista Cláudia Saegusa, traz uma série de perguntas feitas ao médium, sem o conhecimento prévio dele, todas respondidas de forma clara, lógica e intensamente didática.
 
Algumas questões, eu as apresento abaixo, enviando a todos o desejo de ler integralmente os dois livros, favorecendo a ampliação da admiração para com uma personalidade voltada para o amor e a paz.
P – Existem sonhos premonitórios?
R – Sem dúvida alguma. Basta que nos recordemos do sonho que teve Zacarias com sua mulher, Isabel, que era infértil, quando o anjo veio lhe dizer que ela seria mãe.
P – Qual a explicação que o Espiritismo oferece para a Síndrome do Pânico?
R – O nome vem do deus Pan, que na tradição grega apresenta-se metade do corpo com forma humana e a outra com modelagem caprina. E causava pânico nos que visitavam as montanhas de Arcádia. Foi o psicólogo norte-americano Jacob Mendes da Costa quem definiu as características da patologia.
P – O tratamento de um transtorno pode ser tratado pelo Centro Espírita, sem o tratamento médico ou psicológico?
R – Jamais! A função do Espiritismo não é curar corpos, mas erradicar os males que se encontram na alma e se manifestam através dos problemas orgânicos.
P – Algumas pessoas têm dito que você é o sucessor do Chico Xavier? Isto é verdade?
R – É uma referência um tanto chocante, porque, no Espiritismo, não temos herdeiros. Chico Xavier é hors concours. Ele iniciou um ministério sublime e desincumbiu-se com a maior nobreza. Chico Xavier foi um apóstolo da mediunidade, enquanto nós somos ainda trabalhadores da seara de Jesus em tentativias de acertos e muitos erros.
P – Para evolução do Espírito, é melhor ser rico ou ser pobre?
R – Pouco importa em que situação o indivíduo se encontra. O essencial é que seja justo e digno na pobreza que mantém honorabilidade, na abundância que mantém a generosidade.
P – Por que as pessoas chegam a ficar irritadas com a felicidade e a alegria dos outros?
R – Porque temos a tendência a invejar. Experiências feitas na Universidade da Califórnia, Los Angeles, demonstraram que quem sorri produz uma substância na saliva que faz parte da digestão. Um indivíduo carrancudo guarda muito mais sentimentos negativos, mágoas, ressentimentos, iras, o que proporciona a geração de substâncias prejudiciais à saúde.
P – O que realmente os benzedores fazem para acalmar crianças?
R – São normalmente pessoas portadoras de energia curativa. Aqueles tradicionais rezadores, benzedeiros, são pessoas portadoras de faculdade mediúnica curativa, que logram resultados dispensando qualquer substância ou objeto.
P – Somente os espíritas são médiuns?
R – Não, de forma alguma. A mediunidade é inerente à  criatura humana. Em todas as épocas existiram médiuns. A mediunidade não é uma conquista do Espiritismo e que lhe pertença.
P – Em todos esses anos como médium, qual a sua maior dificuldade?
R – É a luta pela transformação moral para melhor, a luta interior para poder conseguir a plenitude  espiritual. A mediunidade é uma faculdade abençoada por Deus. O apóstolo Paulo a chamava carisma ou dom.
 
Uma reflexão final de um talento baiano brasileiríssimo: “Somente através do amor curamos o ciúme. As pessoas costumam dizer: ‘Em todo amor sempre há um pouco de ciúme!’ É lindo, mas não é verdadeiro. Ciúme é um fenômeno psicológico de insegurança. Quando falta autoestima, a pessoa não acredita que alguém seja capaz de amá-la. Quando alguém a ama, ela duvida. E fica sempre com medo de perder, porque acha que não merece. A insegurança emocional gera ciúme. Se estiver com uma pessoa mais bonita do que ela, se der mais atenção a outrem, logo pensa que a vai perder, porque não está em condições de ser amada por quem está ao seu lado. É um conflito de insegurança psicológica.
 
Dois volumes essencialmente sementeiros. Lições de uma pessoa abençoada por Deus, batalhador gigante por um mundo a necessitar de uma ampla regeneração, sempre crescente.    
 
(Publicado em 14.03.2016, no site do Jornal da Besta Fubana – www.luizberto.com/sempreamatutar)
Fernando Antônio Gonçalves 
 

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