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RELIGIÕES, LENDAS, MITOS E FATOS
Editado pela Lafonte, um livro que relata pormenorizadamente o lado estranho e chocante das religiões, cultos e movimentos espirituais ao longo dos últimos milênios, me fez diferenciar com mais discernimento essência de irracionalidades que se manifestam todos os dias nos quatro cantos da terra.
 
Intitulado Lunáticos por Deus – Lendas, Mitos e Fatos, de Michael Largo, que há décadas coleta informações e estatísticas sobre a causa de morte de norte-americanos.
 
Numa das orelhas, uma explicação sobre o livro: “analisa as crenças e histórias sobre o Deus que temos contado a nós mesmos ao longo dos tempos. Relata a vida de místicos célebres, mártires, xamãs, feiticeiros, participantes de famosas possessões demoníacas, líderes de culto, fundadores de experimentos utópicos e criadores do movimento da Nova Era, que dedicaram suas vidas a esclarecer os segredos do Universo. E também mostra quão insanos muitos desses comportamentos se provam.”
 
Historiadores proclamam a religião como um fator importante na formação da sociedade humana. Ela foi, e tem sido ainda, um fator que muito auxiliou as civilizações a se aglutinarem. Para se ter uma ideia, apenas nos Estados Unidos atuais, há mais de trezentos mil locais de culto. Em muitos deles, as noções mais díspares se transformam em dogmas, exigindo “fé” para aceitá-las, fomentando comportamentos delirantes e irracionais.
 
A caminhada de Michael Largo teve início quando ele principiou a se interessar pelas crenças relativas à morte e à vida, participando de inúmeras atividades, desde retiros espirituais e orientais, sessões de regressão a vidas passadas, cultos de santeria, também se interessando pelas megaigrejas, também comendo knei-delach com judeus na sua Festa dos Tabernáculos, assistindo, no final da década de 1970, uma cerimônia rastafariana em Negril, Jamaica. E Largo foi mais além: conheceu um curandeiro nas montanhas de Baja, Califórna, tomando um chá conhecido como “psicotrópico”. Envolvendo-se recentemente com os tambores vodus, em Porto Príncipe, Haiti, chegou à conclusão que o melhor caminho seria não discutir a favor ou contra Deus, mas se debruçar sobre a vida de figuras icônicas sacras, jamais sendo movido por condenações ou exaltações míopes. E o livro Lunáticos por Deus é consequência de um trabalho de referência, que poderá servir a crentes e não-crentes, independentemente de suas convicções religiosas, favorecendo uma compreensão das coisas fora de prumo das religiões de outrora ou ainda vigentes.
 
O autor, na Introdução, adverte com propriedade: “discutir qual religião é a certa é fútil, contraproducente e mesmo letal”. O que deve permanecer e conservar, segundo ele, é uma atitude que mantenha a mente aberta, sempre buscando o sentido do sagrado ou um propósito mais elevado de vida.
 
Escolhi algumas curiosidades expostas no livro. Aleatoriamente, apenas sob o critério de pessoal de eleger as que mais me entusiasmaram. Ei-las:
 
- Kama Sutra – Tido como texto sagrado, é uma prática de iluminação por meio do sexo. Foi escrito originalmente como um guia suplementar (sutra) para se obter o máximo de prazer (kama). O manual também fornece  dicas de como usar piercing genital, ministrando 64 diferentes atos sexuais, além de procedimentos sensuais como “marcar com a unha”, mordidas e sexo oral. Acredita-se que muitas das ideias foram compiladas de lendas populares, embora inicialmente organizadas, no século II, pelo filósofo indiano Mallanaga Vätsyãyana, que aprendeu as múltiplas manobras sexuais, segundo se conta, num bordel onde cresceu.
 
- Malcom X – Rompido com a Nação do Islã e fundador da Mesquita Muçulmana, ela nasceu em 1925, sendo assassinado em 1° de março de 1965, quando estava para iniciar uma palestra no Audubon Ballroom, no Harlem. Uma frase sua ainda hoje é reproduzida: “Não há nada em nosso livro, o Corão, que nos ensine a sofrer pacificamente. Nossa religião nos ensina a sermos inteligentes. Seja pacífico, seja cortês, obedeça às leis, respeite todo mundo; porém, se alguém encostar a mão em você, mande-o para o cemitério. Essa é uma boa religião”.
 
- Peso da alma – Tentando provar a existência da alma, no virada do século XIX, o médico Duncan MacDougall anunciou que a alma é tangível e mensurável, estabelecendo o peso dela em 21 gramas. Sua pesquisa foi publicada no New York Times de 10 de março de 1907, ganhando a primeira página em 24 de julho de 1911. Segundo Largo, atualmente “a alma é tratada pelos investigadores modernos, como uma medida de energia, o que deve mudar no momento da morte. Quando calibrada eletromagneticamente, a morte produz uma perda detectável de menos de 1 bilionésimo de quilograma”.
 
- Eva – Considerada a primeira companheira de Adão, no Gênesis há duas versões da sua criação. A mais conhecida diz que ela nasceu da costela de Adão, muito embora estudiosos contemporâneos achem que a verdadeira palavra  hebraica para “costela” signifique realmente “osso do pênis”. Fundamentam-se em dois fatos: o pinto do homem não tem osso e ambos os sexos possuem 24 costelas. Segundo o Pergaminho do Mar Morto, antes de Eva houve Lilith, que se recusava fazer sexo com Adão ou insistia em ficar por cima dele, cavalgando-o. Na versão sumeriana datada de 4.000 a.C., diz-se que Lilith tornou-se o espírito das tempestades tenebrosas, responsável pelos sonhos erotizantes dos homens.
 
- Isaac Newton – Reverenciado como físico e matemático brilhante, Newton também possuía instinto de alquimista e nutria-se de ideias incomuns sobre a natureza do divino. O estudo diário da Bíblia era sua maior paixão. Sempre dizia que “o Sol, os planetas e cometas só poderiam proceder do conselho e domínio de um Ser inteligente e poderoso”. Conservou até a sua morte um secreto interesse por escritos ocultistas relativo à magia e alquimia.
 
Excelente referência para esclarecer fatos e feitos desconhecidos por quase todo mundo. Inclusive as relações de Rute e Noemi, também do Rei Davi com Jônatas, filho do rei Saul. Embora o Levítico, terceiro livro da Torá, bote pra torar, como diz o comercial televisivo daquela senhora simpaticíssima.      
 
(Publicado em 24.08.2015, no site do Jornal da Besta Fubana – www.luizberto.com)
Fernando Antônio Gonçalves 
 

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