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PITACOS DE QUEM AINDA MUITO DUVIDA
Orar é agir e atuar na vida, eis um dos motes utilizados pelos nunca acomodados. Para os que desejam que Deus aja em nós e por nosso intermédio. Para os que buscam modificar-se para poder mudar as coisas dos seus derredores. Para os que desejam manter-se integralmente vivos num contexto cada vez mais vazio de uma espiritualidade libertadora.
Não se deve apreciar as formas caducas de oração, muito embora radicalmente se defenda o direito de cada um manifestar-se como bem quiser e entender. Entretanto, algumas “orações” afastam os mais jovens, desestimulam os mais franzinos na fé, esvaziam missões e enriquecem alguns “sabidos”, mestríssimos em manter os mais débeis em cativeiro sentimental de quarto sem porta.
Para todos, entretanto, deve ser recordada a oração feita por um Prêmio Nobel da Paz 1964, Martin Luther King, seguramente um texto muito aplaudido, uma postura cidadã eivada de inquebrantável compromisso para com a Criação:
“Hoje, nesta noite do mundo e na esperança da Boa Nova, afirmo com audácia minha fé no futuro da humanidade. Nego-me a concordar com a opinião daqueles que acreditam que o homem é, até certo ponto, cativo da noite sem estrelas, do racismo e da guerra, e que a radiante aurora da paz e da fraternidade jamais será uma realidade. Creio firmemente que, mesmo entre os obuses que atiram e canhões que ressoam, permanece a esperança de um radiante amanhecer. Atrevo-me a acreditar que um dia todos os habitantes da Terra poderão ter três refeições por dia para a vida do seu corpo, educação e cultura para o aprimoramento de seu espírito, igualdade e liberdade para a vida de seu coração. Creio também que um dia toda a humanidade reconhecerá em Deus a fonte do seu amor.”
Mais recentemente, oportuno alerta foi feito por Juan Luís Segundo, jesuíta uruguaio, um dos mais importantes teólogos latinoamericanos, que bem alicerça a tese da necessidade de uma continuada reforma em todos os passos da cidadania cristã, pessoal e eclesial: “Em teologia, continua-se atualmente, em grande escala, vivendo, falando e pensando, como na Idade Média. Estranho edifício na cidade moderna! Se ainda fosse para clareza e força da mensagem cristã!... O mesmo magistério nos diz que, dessa maneira, a verdade perde vida e plenitude. E não se lhe pode pedir que ilumine e humanize os problemas de hoje”.
Ao cristão cidadanizado caberá implementar, sob as Graças d’ELE, sua própria caminhada em comunidade, competindo às Igrejas favorecer a disseminação de uma evangelização libertadora sem escapismos nem nostalgias, buscando destemida e incansavelmente proclamar, para ninguém mais esquecer, a verdade que para sempre liberta. (Jo 8,32) 
 

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