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PARA UM VIVER EM PAZ
O genial Charles Chaplin, um dia declarou: “Viva!!! Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para ser insignificante”.
O mundo pós-moderno se depara com múltiplos sofrimentos humanos causados por extremismos os mais variados. Do  fanatismo e do fundamentalismo religiosos à anarquia moral, do analfabetismo funcional à educação superior desconstruída, do machismo chauvinista ao feminismo exarcebado.
A grande maioria dos seres humanos não está sabendo rejeitar escravidões, não se vocacionou para a rejeição das manipulações, nem tem entendimento para desenvolver um modo de ser pessoa, abjurando as maquinações espúrias. E também ignora como se abrir sadiamente para o mundo do trabalho, da celebração e da festa. Não estrutura com sensibilidade suas manifestações dialogais, suas relações de amizade, suas conflitividades e seus entrelaçamentos amorosos, não distinguindo sexualidade sadia de sexismo barbaresco. E se sente impossibilitada de estabelecer um relacionamento com o Criador, não conjugando nos devidos tempos fé, confiança, obediência e compromisso. No frigir dos ovos, anseia por ser diferente dos que não cumprem seus deveres cotidianos, embora lhe faltem os meios necessários para um melhor preparo enxergatório.
 Muitos se prostram fatigados diante de tantas injustiças, corrupções, favorecimentos espúrios e compadrios, percebendo-se impotentes porque repletos de  desequilíbrios psíquicos e religiosos, afogados em crendices e superstições que infantilizam, ampliando as neuroses mais estranhas.
 Para os que não possuem qualquer fervor religioso recomendaria o mais recente texto de Lou Marinoff, filósofo e fundador da Associação Americana de Orientadores Filosóficos, que muito tem contribuído para levar a filosofia prática para o cotidiano das pessoas. Intitulado O Caminho do Meio, editora Record, 2008, ele trabalha com as Filosofias ABC – Aristóteles, Buda e Confúcio – relacionando-as com a contemporaneidade existencial de cada um dos que buscam fachos de luz de  aprimoramento nesta aldeia global, expressão utilizada por Marshall McLuhan na década de 60 última. Eliminando, no Ocidente, a civilização da culpa, e erradicando, no Oriente, a civilização do constrangimento. 
 A leitura de O Caminho do Meio seguramente auxiliará inúmeros na libertação de preconceitos e cavilações egocentristas, favorecendo uma solidariedade mais conseqüente para com todos aqueles que necessitam viver com entusiasmo e amor, tornando-os também agentes de vida. Uma leitura indispensável para enfrentar um crescente fenômeno atual, já identificado há muitos anos por Dom Hélder Cãmara, o sempre muito amado ex-arcebispo metropolitano de Olinda e Recife: “O fenômeno do presente é que a juventude, com as várias Religiões, retém freqüentemente a impressão que existe medo, egoísmo, prudência excessiva da parte daqueles que carregam os títulos de líderes religiosos – já sem liderar”.
 Segundo Marinoff, ”o ABC pode ajudar a consertar as cadeias partidas de nossa humanidade comum e nos possibilita conduzir a paz e compartilhar da prosperidade na aldeia global”.  Uma simples amostra ABC: “É ridículo colocar a culpa de nossos erros em causas externas, em vez de colocá-la na facilidade com que nos deixamos envolver por elas” (Aristóteles); “O ódio nunca é aplacado com mais ódio; é a ausência de ódio que sempre aplaca – e esta é a lei eterna” (Buda); “O prazer não levado ao ponto da devassidão; a dor não levada ao ponto do sofrimento infligido a si mesmo” (Confúcio).
 A lição maior que O Caminho do Meio traz é a de experimentar Deus através das reflexões dos célebres pensadores. Sempre reconhecendo humildemente a impossibilidade de conhecer a plenitude de Deus, ainda que pondo fé radical na sua maravilhosa Criação.
 

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