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PARA NOVOS CONSELHEIROS
A posse dos novos integrantes do Conselho Estadual de Educação de Pernambuco contou com a presença do Secretário de Educação Nilton Mota, também representando na solenidade o Governador Eduardo Campos. Solenidade simples mas eivada daquela utopia tão bem explicitada por Galeano: “A utopia está no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que não se deixe de caminhar”.

E a vontade de caminhar com tesão educacional se encontrava estampada nas faces dos conselheiros empossados. E também nas dos veteranos, que receberam os recém-nomeados como se calejados companheiros de caminhada fossem.

Os desafios educacionais do próximo quadriênio governamental serão imensos para o atual governante estadual. Como disse recentemente a economista Tânia Bacelar, “outro desafio importante é o da educação. Não dá mais para postergar. Temos que discutir uma verdadeira e necessária “revolução” educacional, para usar uma palavra forte. Avançamos, mas o que precisa ser feito é de outra dimensão e as forças conservadoras são muito fortes no nosso país.O projeto delas é mesquinho, excludente: inserir apenas as partes modernas do Brasil no mundo e tratar “o resto” no máximo com políticas sociais”

Acredito que todos os conselheiros do CEE-PE comungam com o pensamento de Celso Furtado, sobre a necessidade imediata de diminuir a distância que separa o Brasil real daquele que ele já deveria ser. E o desenvolvimento da social-democracia brasileira ainda se encontra dando os seus primeiros passos, urgindo a sedimentação de uma revolução educacional em todos os níveis de ensino, para que possamos cidadanizar profissionalmente novas gerações de pernambucanos, integrando-as na vida social sem os desprezos explicitados pelos reacionários e sectários de sempre, de todas as classes sociais, que apenas desejam levar vantagem em tudo utilizando zerada quilometragem cívica. 

Sem as nostalgias dos desanimados, os muitos desafios que serão profissionalmente curtidos pelo novo plenário do CEE-PE estarão seguramente embasados no profeta Jeremias: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã” (Jr 3, 21-22).

Uma reflexão do ator e dramaturgo Miguel Falabella balizará a convivialidade reinante nos próximos anos do colegiado: “De uns tempos para cá, comecei a perceber que há uma geografia fascinante no outro. Sempre. A gente não dá muita atenção, porque não temos tempo, não abrimos mão de certas prioridades, não paramos para olhar no espelho, que dirá o rosto do próximo! Mas é, igualmente, um jogo fascinante, esse de descobrir gente e seus universos. Amar as pessoas e suas diferenças – esse é o jogo que venho jogando de uns tempos para cá e, acreditem, tenho gostado cada vez mais das descobertas, porque há gentes que são continentes e uma promessa de terra para navegador solitário”. 

Conviver bem trará saldos positivos para todos. Que nenhuma circunstância futura destruirá, posto que todos, desde já, se encontram devidamente encharcados de muita esperança, alegria, competência e responsabilidade social. Quem sabe faz a hora, nunca espera acontecer...

Desde já, e falo também em nome do conselheiro José Amaro Barbosa, atuante vice-presidente CEE-PE, estamos plenamente agradecidos ao governador Eduardo Campos e ao Secretário Nilton Mota, pelos apoios nunca acríticos demonstrados nos diversos momentos da caminhada do colegiado. Seremos sempre a eles devedores pelos incentivos recebidos e pela disposição férrea de edificarem uma Educação Pernambucana cada vez mais profissionalmente libertadora. Com um CEE-PE ativo tecnicamente bem apetrechado.

A sensação do dever cumprido é uma das mais gratificantes manifestações d’alma nutridas por um ser humano, ao término de uma missão que lhe foi confiada. E com todos os que fazem o Conselho Estadual de Educação de Pernambuco – funcionários, técnicos e conselheiros – não abdicaremos do dever de encarar os novos desafios, integrando-os nas etapas de nossas existências.

Saberemos bem vivenciar as horas passadas juntos, todos, debatendo alternativas, relatando processos, acalmando atormentados, afastando pensamentos pessimistas, tornando a existência cada vez menos atribulada para os menos favorecidos.  

Um dia, alguém escreveu: “O momento está a exigir grandeza. E renúncia dos que ainda não o assimilaram eficazmente, para que Pernambuco possa ampliar a sua participação na História do Brasil.” Nós acreditamos que o momento é da responsabilidade de todos, sempre trabalhando os amanhãs com as ferramentas do presente, a mente solidária e o coração sempre voltado para muito além dos maurícios altos coqueiros.

(Portal da Revista ALGOMAIS, 13/09/2010, Recife – PE)
Fernando Antônio Gonçalves

 

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