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NOTAS DIVERSAS
 1. PARA NOVAS IDEIAS
Para os que estão buscando adquirir uma existência minimamente atribulada, com doses maciças de integridade, alegria, equilíbrio e paz, especialistas em Desenvolvimento Profissional estão recomendando a leitura dos 81 versos de um clássico chinês escrito há mais de 2.500 anos.

O Tao Te Ching foi escrito pelo profeta Lao-tzu, atualmente sendo cada vez mais estudado por profissionais que anseiam por uma densidade humanista mais crítico-analítica, capaz de proporcionar um enfrentamento mais compatível com os desafios proporcionados por um século 21 turbulento, onde a dromologia (a ciência da velocidade) está a exigir uma enxergância mais aguda dos amanhãs de rápidas configurações epistemológicas.

Um estudioso pesquisador em Desenvolvimento Pessoal, Dr. Wayne W. Dyer, através do seu livro Novas Ideias para uma Vida Melhor, RJ, Nova Era, 2009, analisa os versos de Lao-Tzu, favorecendo uma contemporânea compreensão da sabedoria milenar do profeta, sob a binoculização de George Bernard Shaw: “o progresso é impossível sem a mudança, e aqueles que não conseguem mudar sua mente não conseguem mudar nada”.

O Tao Te Ching é o livro de sabedoria mais traduzido do mundo, depois da Bíblia Sagrada. E o seu autor era guardião dos arquivos imperiais na antiga capital de Luoyang, efetivando suas reflexões através de cinco mil caracteres chineses. Em menos de uma centena de breves passagens, o livro descreve um modo de viver sensatamente equilibrado, moral e espiritualmente, a servir de balizamento para todos os aspectos vivenciados na Terra. Segundo o Dr. Dyer, “uma das muitas dádivas do Tao Te Ching é a qualidade de ampliar a mente, especialmente na forma como Lao-tzu usa a ironia e o paradoxo para fazê-lo ver a vida”. Segundo ele, “o Tao é a realidade suprema, a Fonte totalmente penetrante de tudo. O Tao nunca começa ou termina, não faz nada, mas anima tudo no mundo da forma e dos limites, que é chamado ‘o mundo das dez mil coisas’”.

2. HORRORES E MASSACRES
Para quem aprecia narrativas históricas, um livro está sendo considerado como um novo marco descritivo do papel heroico das mulheres parisienses e dos estigmas que os conservadores impuseram aos pobres de Paris. Trata-se de A Comuna de Paris, 1871: origens e massacres, John Merriman, RJ, Editora Anfiteatro, 2015, o autor é professor de História da Universidade de Yale, especialista em sociedade e vida política na Europa moderna.

A Comuna de Paris foi a primeira tentativa da história de criação e implantação de um governo socialista. Teve inicio com a revolução proletária na capital francesa, durando de 18 de março a 28 de maio de 1871. A situação de Paris ficou muito complicada, entretanto, quando Napoleão III assinou o tratado de rendição na guerra da França contra a Prússia. A capital francesa ficou cercada pelo exército prussiano, levando grande desconforto, revolta e preocupação para os parisienses.

Com o clima político tenso, uma insurreição popular estourou em março de 1871, derrubando o governo republicano em Paris. Jacobinos e socialistas constituíram um novo governo para a cidade, chamado de Comuna de Paris. Causas principais: Dominação política e econômica da burguesia parisiense sobre a classe operária; Péssimas condições de trabalho dos operários; Derrota da França na Guerra Franco-Prussiana (1871); Os operários franceses não concordaram com a rendição da França para a Prússia; Tentativa do governo em jogar para cima dos trabalhadores as dívidas de guerra, que deveriam ser pagas com aumento de impostos.

As medidas tomadas pelo Conselho da Comuna tinham como meta principal a melhoria das condições de vida e trabalho dos operários e trabalhadores de baixa renda. Entre as principais, podemos citar: Controle de preços de gêneros alimentícios; Ampliação dos prazos para o pagamento dos aluguéis; Fixação de remuneração mínima dos salários dos trabalhadores; Medidas voltadas para a melhoria nas condições de habitação popular; Adoção de medidas de proteção contra o desemprego; Criação do Estado Laico, através da separação entre Estado e Igreja; Administração das fábricas da cidade feita pelos operários (autogestão); Administração do governo municipal de Paris feita pelos próprios funcionários públicos (autogestão); Estabelecimento de ensino gratuito para todos.

Os antigos governantes, representantes do governo republicano burguês que haviam sido retirados do poder de Paris, conseguiram organizar uma reação ao governo revolucionário socialista da Comuna de Paris. Com forte aparato militar e policial, a alta burguesia da cidade reagiu com força e violência, prendendo ou executando os líderes e demais integrantes da Comuna de Paris. Em 28 de maio de 1871, os republicanos retomaram o poder na capital francesa, acabando com a primeira experiência de um governo revolucionário e socialista de composição operária.

Além de Paris, outras importantes cidades da França passaram por experiências, embora de curta duração, de governos socialistas de base operária. Houve comunas em cidades como, por exemplo, Lion, Toulouse e Marselha. Muitos integrantes do governo socialista da Comuna de Paris eram integrantes da Primeira Internacional dos Trabalhadores.

3. HOLOCAUSTO, INVENÇÃO DA SS NAZISTA
Desde a chegada do século XXI, as pesquisas sobre Terceiro Reich e suas ramificações assassinas têm se multiplicado nos mais diversos ambientes comunicacionais. Esse fenômeno, que de longe supera a trajetória de um outro assassino, Joseph Stalin, deve-se “à dimensão monstruosa dos crimes cometidos pelos alemães enquanto Hitler estava no poder, de 1933 a 1945”, muito embora Ian Kershaw, autor de uma excepcional biografia sobre Hitler, tenha afirmado que “sem a participação de um grande número de indivíduos que trabalhavam ao seu favor, a realização das suas ambições criminosa teria sido impossível.

Para se compreender efetivamente a origem de um genocídio, o alemão, que marcou definitivamente a história moderna, a leitura de um livro se torna fundamental: Mestres da morte: a invenção do holocausto pela SS nazista, Richard Rhodes, Rio de Janeiro, Zahar, 2003, 350 p. O testemunho de Elie Wiesel, testemunha do genocídio e Prêmio Nobel da Paz 1986, é definitivo: “Ler o livro de Richard Rhodes sobre os infames esquadrões de assassinato da SS é seguir até o limiar do Mal absoluto, com sua fria, calculada e aterrorizante brutalidade. O que converteu cidadãos normais, alguns deles com curso superior, em assassinos de crianças e seus pais? Essa pergunta obsedante enche estas páginas de dor e angústia. Trata-se de um livro importante e de extremo impacto.”
(Publicado em 28.08.2017 no site do Jornal da Besta Fubana (www.luizberto.com) e em nosso site www.fernandogoncalves.pro.br.)
Fernando Antônio Gonçalves
 
 

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