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MENSAGEM CRISTÃ & COMUNICAÇÃO
 Confesso, reconhecendo sempre as minhas portentosas limitações, uma admiração acentuada por Paul Tillich (1886-1965), notável teólogos dos anos 1900, um dos representantes mais significativos do existencialismo religioso.
 Através de uma escrita não-hermética, ele apresenta  em suas análises teológicas duas características: seu método de correlação, apontando as interdependências existentes entre as questões humanas e as respostas propostas nas Sagradas Escrituras; e uma linguagem teológica simbólica, envolvendo a economia, as ciências e os demais setores da atividade humana.
Asseverando que a teologia conservadora sofre de “um efeito casulo” (ao se vincular apenas com aquilo que ela classifica como revelação divina), Tillich acredita que reflexões teológicas devem entrelaçar-se, à ciência, à política, à ética, à sociologia, à antropologia, à bioética, à medicina, à paleontologia, à psicologia social e às ciências da comunicação. Numa complexidade que repudia os dualismos cartesianos (corpo x alma, homem x mulher, certo x errado, céu x terra, etc), tudo emergindo de uma contínua dialética teologia sistemática x teologia apologética.
 Dentre as leituras por mim escolhidas para o período momesco 2007, uma publicação da Fonte Editorial me fascinou, também angustiando-me sobremaneira: Paul Tillich – Textos Selecionados, uma seleção de Eduardo de Proença. Nela, a parte 2 – A Comunicação da Mensagem Cristã: uma Questão para Ministros e Professores Cristãos  foi mote para três releituras. Nela, alguns questionamentos do Tillich merecem atenção redobrada de ministros e professores de escolas dominicais: Como deve ser focada a mensagem do Nazareno para pessoas do nosso tempo? Como ela deve ser comunicada?
 No entender de Tillich, “comunicar o Evangelho significa colocá-lo diante das pessoas até que elas estejam prontas para decidir a favor ou contra ele”. Pois “tudo que se pode fazer é tornar possível uma genuína decisão”. E faz um questionamento-arremate: “Onde estão vivendo as pessoas para as quais devemos comunicar o Evangelho de uma maneira que elas sejam capazes de tomar uma decisão genuína?”
 Depois do alumbramento que a leitura do texto de Tillich proporciona, bom seria não sentir qualquer tipo de angústia. Mas ela chega sem pedir licença, quando se percebe a crescente alienação que reina nas áreas cristãs, afugentando uma juventude, por natureza sensível à pós-modernidade.
 Repensar novos procedimentos comunicacionais evangelizadores, eis o desafio das igrejas cristãs, em benefício de uma juventude que busca “enxergâncias” e “binoculizações” compatíveis com o que seja existência  integrada. Para tanto, as Igrejas (com suas lideranças leigas inclusive) necessitam melhor capturar as novas realidades sociais, políticas e econômicas, capacitando-se para a edificação de cenários futuros, abandonando as palavras vazias, as culturas de fingimento e as arapucas de engaiolar abobados.    
Compete aos evangelizadores, conscientes de suas missões, a assimilação do que realmente importa, aprimorando o trinômio conhecimento x criatividade x solidariedade a favor dos excluídos, num agir socialmente comprometido com os ditames do Homão de Nazaré, favorecendo neles o poder de exercer sua cidadania cristã de maneira dignificante (Fp 1,27).
O apóstolo Paulo, que realmente fundou a Igreja Cristã, posto que Jesus era judeu e buscava tão somente reestruturar o judaísmo da época, livrando-o do legalismo e tornando-o reformado, nos fala do privilégio de cada um contribuir (2Co 8,7). Alicerçando a formação de novos quadros, capazes de revitalizar a Mensagem do Nazareno, eliminando os dualismos que se encontram de muito sepultados.
Sonhar com um Amor-a-Deus universalmente revigorado deve ser mote contínuo de todos que percebem entre os céus e a terra mais coisas do que a vã filosofia.
 

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