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HISTÓRIA DA CIDADE
 De uns tempos para cá, nos meus momentos de folga, tenho me dedicado a melhor compreender a contemporaneidade através de fatos acontecidos nos ontens remotos e recentes. E diante do caos urbano das grandes cidades brasileiras, eis que um texto da editora Objetiva, lançado sem os alaridos globais espetaculosos poderá ser de utilidade aos que verearão as áreas urbanas brasileiras a partir do próximo ano, a quase totalidade deles amplamente ignaros sobre um dos maiores inventos da humanidade. Sob título A Cidade, de Joel Kotkin, o livro retrata a evolução da vida nos aglomerados citadinos através dos milênios , buscando responder a um questionamento sempre presente nas campanhas eleitorais: O que faz uma cidade se tornar uma grande cidade, sob os ângulos culturais, espirituais, políticos e econômicos?

Na contra-capa se pode ler que o autor “acompanha o desenvolvimento da cidade desde os centros religiosos da Mesopotâmia, da China e do Vale do Indo até os centros imperiais da Antiguidade Clássica, chegando à ascensão da cidade islâmica e às capitais comerciais da Europa, e conclui com as enormes cidades pós-industriais da atualidade.”trata. de  dos Dedico uma atenção toda especial às publicações da Editora Senac de São Paulo. O autor também aponta para os atuais imensos desafios a serem enfrentados  nas próximas décadas desde aturdido século XXI, envolvendo mobilidade, saneamento, segurança, educação/cultura e novas tecnologias. Ampliando o trinômio civilidade/convialidade/cidadania, dignificando o meio-ambiente e a própria Vida.

Provocado por uma jornalista de posturas sempre desidiotizadas no Programa Geraldo Freire, do qual sou ouvidor assíduo do Debate das Onze, a ela entreguei um norteamento hoje considerado bússola nos canteiros político-administrativos urbanos: “As amarras e os nós dos ontens e dos hojes que cotidianamente nos impossibilitam de usufruir níveis existenciais mais prazerosos, somente serão reduzidos a mínimos desprezíveis quando, sem fisiologismos populistas, soubermos administrar três Q’s: Quociente de Inteligência, Quociente de Cognitividade e Quociente de Emocionalidade, irmãos siameses nascidos bem antes do início de todas as eras”. Quocientes distanciados léguas do dia-a-dia de muitas das nossas Câmaras Municipais, cujos eleitos estão mais na dependência dos tiriricas que dos cidadanizados.

A leitura do livro do Joel Kotkin propiciará a ampliação do conhecimento acerca da experiência urbana, com suas diferenças de raça, clima e culturas. Advertindo aos decisores de hoje e aos dos amanhãs que toda cautela é pouca, ninguém devendo se imaginar prontos, pois inúmeros serão os obstáculos ainda não gerados, emergidos de novos contextos. E que jamais condicionem sabedoria à pós-graduação, buscando sempre entender porque a primeira abomina as unanimidades, é indulgente, geradora de bons frutos, imparcial e sem fingimentos, promotora incansável de uma não-violência ativa. E que redobrem seus cuidados diante do ganho fácil e lucros rapidamente alcançados. As idas demasiadamente rápidas ao pote incentivam pretensões descabidas, findam sempre em finais  lamentáveis. Quem sabe plantar e bem colher  ultrapassa-se no dia-a-dia, aceitando-se como um aprendiz de tudo. Percebendo que o convívio com o conhecimento deve ser paciente, nunca tolamente ufanado, rejubilando-se sempre com a verdade que emerge, a cada dia, das reelaborações históricas.

Quem sabe ampliar conhecimento está ciente que ele jamais se tornará  findo, o mundo sendo propriedade de todos, dos mais debilitados inclusive. Que exigem ser amparados na sua dignificação terrestre, para que as regiões  tornem-se pacíficas, sob ares mais distributivistas, cidadanizadas sem esmorecimentos nem nostalgias, iluminando escuros, fortalecendo uma crescente solidariedade universal, no silêncio redentor de cada amanhecer em Deus.

PS O Recife está a carecer de um prefeito estrategista-reestruturador capaz de redesenhar uma capital que deverá continuar liderança regional. As cartas estão na mesa. A palavra final é do eleitorado, sem medo e sem ódio.

(Publicada em 30.07.2012 no Jornal da Besta Fubana, Recife, Pernambuco
Fernando Antônio Gonçalves
 
 

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