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FINLÂNDIA EM BRASIL
 Lendo uma crônica do senador Cristovam Buarque, na sua publicação Uma Nota Só, setembro de 2013, alegrei-me muito com um exemplo citado no Rio de Janeiro, mais exatamente na Escola Sesc de ensino médio, situada no bairro de Jacarepaguá. Segundo Buarque, “cada vez que a visito, sinto-me como se estivesse fora do Brasil”.

A escola tem horário integral e o regime é residencial. Aulas das 8h às 12h, depois de um bem nutrido café da manhã, com lanche rápido fornecido às 10h. O almoço, de ótima qualidade, das 12 às 13 horas, com reunião com os orientadores entre 13h e 13h45, voltando a ter aulas das 13h45 às 17h, acontecendo, num intervalo, um lanche. Das 17h às 20h30 os alunos fazem oficinas de idiomas, artes, esportes, debates sobre atualidade e jantar. Das 20h30 às 22h, estudo obrigatório, dever de casa, leitura livre, noticiário da TV sob orientação e outras atividades. Depois de mais um lanche, das 22h às 22h30, os dormitórios acolherão os alunos para uma noite de sono reparadora. O alojamento se destina, cada um deles, a três alunos, sendo aconchegante, moderno e confortável.

Quanto ao corpo docente, são 80 professores, dedicação exclusiva e integral, para turmas de, no máximo, 15 alunos. E com salário girando em torno de R$ 9 mil, cada docente tendo direito a apartamento dentro do campus, para viver com sua família.

Segundo o testemunho do senador Buarque, “dificilmente se encontram instalações melhores em qualquer parte do mundo, sejam públicas ou particulares. Em breve, a biblioteca terá 40 mil exemplares. Piscina, quadras, teatro, cinemateca complementam o conjunto arquitetônico.”

Os estudantes são escolhidos no Brasil inteiro, com vagas garantidas para todos os estados, sendo 80% necessariamente de famílias com renda abaixo de cinco salários mínimos. Na escola, tudo sem qualquer custo para os alunos e suas famílias. Segundo Buarque, “podem vir de classes sociais diferentes, mas recebem as mesmas oportunidades para a construção do futuro de cada um”.

Pena que o Cristovam Buarque esteja distanciado da sua terra natal, o seu amado Pernambuco. Embora, com esperanças redobradas, nunca se apequene: “Jacarepaguá, ao lado da Cidade de Deus, marca a paisagem do futuro que desejamos para todo o Brasil. Porque, se quisermos ver a cara do futuro de um País, basta olhar sua escola pública no presente. A Escola Sesc mostra que, ao menos para 170 alunos a cada ano, o futuro é bonito”. E foi além, na bofetada: “O Brasil chegou ao século XXI repartido em grupos, sem sentimento geral, sem visão de longo prazo nem patriotismo”.
Assino embaixo, com a indignação dos cidadanizados.  

(Publicado no Jornal do Commercio, Recife, Pernambuco, 15.11.2013 
Fernando Antônio Gonçalves
 
 

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