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ENCONTRO DE REITORES
De 31 de maio a 1 de junho passado, mais de 1.100 universidades da América Latina, Espanha e Portugal se reuniram com um objetivo único: transformar as instituições numa grande rede de colaboração internacional de qualidade ímpar.

Do II Encontro Internacional de Reitores Universia, quatro objetivos foram estabelecidos: aumento do investimento em educação; promoção da inovação e do empreendedorismo; estímulo à mobilidade universitária internacional: ensino superior de qualidade e inclusão social.

Na Carta de Boas-Vindas, o Dr. José Narro Robles, Reitor da Universidade Nacional Autônoma do México e também presidente do Comitê Internacional do II Encontro Internacional de Reitores 2010, ressaltou que o Encontro representa a continuidade do I Encontro, acontecido em Sevilha em 2005. E destacou: “o Encontro representa uma aventura intelectual e acadêmica que juntará um grupo amplo e representativo de diversas latitudes, que pela sua natureza, dimensões e qualidade constituirá um espaço idôneo para debater e reformular vários assuntos que, no meio de uma crise de dimensões não conhecidas anteriormente, tornam-se indispensáveis. Este é o caso, por exemplo, do tema dos valores que as universidades difundem e partilham”.

Os textos debatidos exaustivamente, presentes os dirigentes maiores das universidades pernambucanas, significam um avanço célere no entrelaçamento de iniciativas e estratégias que favoreçam emulações para uma juventude que necessita tornar-se cada vez mais desbravadora de seus amanhãs, num mundo em transformação acelerada, sem ainda direcionamentos previsíveis. Os temas foram os seguintes:
    - Os desafios da universidade íbero-americana perante um mundo em mudança
    - Preparação do espaço íbero-americano do Conhecimento
    - Internacionalização e cooperação universitária
    - Mobilidade universitária
    - Educação superior e o conhecimento como fator de inclusão e coesão social
    -  Atividade docente: novas formas e novas metas
    -  A pesquisa em comum: objetivos, projetos, infra-estruturas e grupos
    - Inovação e transferência de conhecimento
    - Formação de professores e pesquisadores
    - Desafios universitários perante o espaço íbero-americano do Conhecimento

O desenvolvimento de uma interdependência evolucionária nas universidades íbero-americanas somente será amplamente positivo quando dois estilos de comunicação estiverem reduzidos a um mínimo desprezível, sem influência de qualquer natureza. O primeiro é o estilo passivo, aquele que explicita um posicionamento tímido, inibido, autonegador, submisso, sempre incapaz de enfrentar uma sadia conflitividade. O segundo, um estilo agressivo, apresenta um viés dominante, egolátrico, sem levar na devida conta os sentimentos e direitos dos outros, aproveitando-se sempre dos direitos dos demais, como pretendesse sempre levar vantagem em tudo.

O terceiro estilo, o estilo assertivo, é o de ausência mais sentida nas instituições universitárias. Diferentemente dos posicionamentos “bonzinhos”, “populistas” e “mães do mundo”, ele se caracteriza no “conceito ético de que não é justo ou bom violar os nossos direitos humanos, nem dos outros, como direito à expressão da própria personalidade ou o direito a ser tratado com dignidade e respeito”.

Para quem desejar ler os textos apresentados no II Encontro, basta acessar o site www.encuentroguadalajara2010.universia.net.

Bem que os senhores reitores da UFPE, UFRPE, Unicap e UPE poderiam estruturar  uma iniciativa conjunta por aqui. O FORUM PERMANENTE UNIVERSIDADE E OS AMANHÃS PERNAMBUCANOS, onde temas os mais binoculizadores seriam apresentados numa sessão mensal e em rodízio, de portas abertas, muito favoreceriam as “enxergâncias” daqueles que buscam ampliar o amor a Pernambuco através do binômio profissionalidade x cidadania, sem tapeações demagógicas nem “ismos” pueris.

(Jornal do Commercio, Recife – PE, 14.07.2010)
Fernando Antônio Gonçalves
 

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