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ENCICLOPÉDIA SEDUTORA
 Conheço pessoas que se distanciam das denominações religiosas por um desencantamento típico: a ausência de criatividade nas exortações emanadas por lideranças que se tornaram insípidas, mais preocupadas com o mealheiro que com a restauração da dignidade do Ser Humano. Muito blá-blá-blá e pouca “sustança”, utilizando aqui a gostosa  expressão do nosso homem do campo, que assimila melhor que muitos intelectuais, a reflexão famosa do Mahatma Gandhi, uma das minhas admirações significativas: “Há um poder misterioso indefinível que permeia tudo. Eu o sinto, embora não o veja. É esse poder invisível que se faz sentir e ainda desafia todas as provas, porque é tão contrário a tudo aquilo que eu percebo por meio dos meus sentidos. Transcende os sentidos. Mas é possível chegar a uma conclusão sobre a existência de Deus até certo ponto. Percebo vagamente que enquanto tudo ao meu redor é variável, agonizante e implícito a toda essa mudança, existe um poder vivo que é invariável, que mantém tudo unido, que cria, dissolve e recria. Esse poder ou poder que inspira é Deus. Pois consigo ver que no meio da morte, a vida persiste; no meio da inverdade, a verdade persiste; no meio da escuridão, a luz persiste. Consequentemente, eu entendo que Deus é vida, verdade e luz”.
 Para atenuar, erradicando talvez, as desilusões denominacionais de muitos, as editoras Paulinas e Loyola lançaram, há algumas semanas, uma enciclopédia ricamente ilustrada, organizada por John Drane, teólogo escocês por demais conhecido por suas pesquisas sobre espiritualidade, estabelecendo pontes entre a Bíblia e o mundo contemporâneo, principalmente após o surgimento da chamada Nova Espiritualidade.
A Enciclopédia da Bíblia, um só volume, é referência ideal para lares, escolas e bibliotecas por motivos relevantes: dados confiáveis, análises e explicações elaboradas por especialistas, fornecendo informações alicerçais sobre a história, o culto e o mundo da Bíblia, tudo complementado por centenas de fotos, mapas e ilustrações que realçam os temas expostos.
 Estruturada em 7 partes, seis de conteúdo – Esboço da História Bíblica, Povos e Impérios, O Mundo da Bíblia, Religião e Culto, A Vida e o Ensinamento de Jesus, A Bíblia Livro a Livro –, a última se constituindo de um localizador rápido – Pessoas, Lugares, Temas e Índice Remissivo -, que torna velozes as consultas praticadas.
Também através da Enciclopédia da Bíblia, toma-se conhecimento das diferenciações entre o cristianismo primitivo e os demais grupos judeus da época, pelo acolhimento que aquele oferecia aos não-judeus. 
 Duas partes da Enciclopédia da Bìblia atraem sobremaneira as atenções dos consultores. A primeira diz respeito aos povos e impérios que se entrelaçam no desenvolvimento histórico da Bíblia, descritos com ímpar habilidade narrativa. Nela, sumérios, egípcios, canaanitas, filisteus, babilônios, persas, gregos e romanos atapetam o conjunto dos livros sagrados, Primeiro e Segundo Testamentos, onde se mesclam história, poesia, narrativas, visões, epístolas, evangelhos, elementos devocionais, filosofia e ética. A segunda parte analisa individualmente cada livro da Bíblia, incluindo os denominados livros deuterocanônicos, que não fizeram parte da Bíblia hebraica, se inserindo nas escrituras cristãs por meio da tradução grega chamada de A Septuaginta, a maioria tendo sido escrita originalmente em grego. Na Bíblia hebraica genuína há 39 livros, cobrindo mais de 1500 anos de vida comunitária, a partir de Abraão.
 Decididamente, a Enciclopédia da Bíblia é bem mais sedutora que as suas congêneres. A partir de uma editoração bem elaborada, pode-se ainda vivenciar múltiplos aspectos da História Sagrada, incluindo saúde e medicina, vestuário, mineração e metalurgia, cerâmica, artes e ofícios.  Uma leitura que enseja ampliação da cultura cristã de cada um, seja qual for a denominação preferida.

 

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