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CONSTRUTORES DO PENSAR
De amiga gaúcha, recebo indagação interessante: quais os autores chave da filosofia de todos os tempos? Um livro, entretanto, pode balizar muito bem a questão levantada. Um livro da editora Vozes chamado 50 Autores chave de Filosofia e seus Textos Incontornáveis, de Katy Grissault, edição 2012. Na contracapa uma informação elucidadora: “este é um guia essencial para a produção filosófica, destinado a todos que desejam adquirir um conhecimento fundamental, relembrar o que aprenderam, consultar de maneira prática e eficaz as informações mais relevantes ou, ainda adquirir uma base mínima da cultura filosófica. Presta-se especialmente como preparação para provas, concursos e exames semelhantes. Podemos dizer que aqui está contido aquilo que é, expressamente, proibido ignorar em matéria de filosofia”.
 
O livro-guia é dividido em partes: Antiguidade (século VI a.C. a 476 d.C.), Idade Média (período de mil anos, desde a queda do Império Romano (476 a.C.) até a tomada de Constantinopla em 1453,  Renascença (tomada de Constantinopla por Maomé até o fim de  Giordano Bruno na fogueira, o Século XVII, o século da razão triunfante sobretudo no campo científico, o Século XVIII, o Século XIX e o Século XX. Cada parte tem coordenadas, uma pequena descrição sobre a época, um quadro cronológico, referências biográficas sobre cada um dos principais autores e chaves textuais.
 
Concluída a leitura dos 50 Autores chave de Filosofia, quem desejar conhecer outros autores, integrando uma biblioteca que deseja ser respeitada, deve manusear Os 100 Pensadores Essenciais da Filosofia, de Philip Stokes, ex-tutor do Departamento de Educação da Universidade de Reading, hoje integrado na Universidade de Chulalongkorn, na Tailândia. The Book Review classificou o livro de Stokes como “uma incursão fascinantes no mundo cerebral dos pensadores essenciais”.
 
O livro é editado pela DIFEL, 2012, possuindo a seguintes estrutura: Pré-Socráticos, Eleáticos, Acadêmicos, Atomistas, Cínicos, Estoicos, Céticos, Neoplatônicos, Cristãos, Escolásticos, Idade da Ciência, Racionalistas, Empiristas, Idealistas, Liberais, Evolucionistas, Pragmáticos, Materialistas, Existencialistas, Virada Linguística, Pós-Modernos e Novos Cientistas. Além disso, um glossário não muito extenso ainda facilita a compreensão de alguns textos.
 
Em tempos de computação, um dos pensadores mais fascinantes analisados é Alan Turing (1912-1954), matemático inglês e fundador da ciência da computação, que “legou à ciência a possibilidade da inteligência artificial e um critério de inteligência para a filosofia da mente”. Durante a Segunda Guerra Mundial, Turing deu uma contribuição notável como principal criptógrafo em Bletchley Park, Inglaterra, desvendando o notório código Enigma, utilizado pelos alemães.
 
Alan Turing, tal como Fernando Pessoa, percebia com um estupendo faro premonitório, que somente algo bem mais “solto” que a razão abriria as portas da criatividade, ampliando utopias e assegurando um “gerenciamento” mais eficaz dos riscos assumidos.
(Publicado no Jornal do Commercio, Recife, Pernambuco, 26.07.2014)
Fernando Antônio Gonçalves
 

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