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ATITUDES VENCEDORAS
 
Nossa integral solidariedade para com os promotores que estão combatendo um dos males mais terríveis dos tempos contemporâneos: o suicídio. Uma desistência de viver por motivos vários, o mais significativo deles é uma profunda depressão existencial, daquelas que distancia o ser humano das realidades possíveis que favorecem um nível mínimo de felicidade.
 
Infelizmente, num mundo atual de múltiplas crises – sociais, econômicas, financeiras, religiosas, políticas e morais –, a incapacidade de ser possuidor de atitudes restauradoras se agiganta, favorecendo decepções com a Vida, desfavorecendo caminhadas consequentes, ampliando pânicos diante dos desafios que obstaculizam simples objetivos, por menores que sejam, desestruturando emocionalidades.
 
De uns tempos para cá, tenho revigorado meus alicerces vitais através de leituras notáveis sobre  superação, favorecido por meditações diárias e leituras convincentes complementares, das quais relato abaixo três exemplos que me sensibilizaram bastante.
 
O primeiro deles é sobre a biografia de uma mulher bravia, nada convencional para sua época, responsável maior pela estabilidade à vida do seu marido, o gigante da Reforma Protestante, Martinho Lutero. Tida e havida como “a primeira-dama da Reforma”, a vida de Catarina van Bora ainda é exemplar nos tempos atuais, passados 500 anos, sua personalidade considerada fulgurantemente modelo nos dias de hoje. O livro de Ruth A. Tucker, A primeira-dama da reforma: a extraordinária vida de Catarina von Bora, Rio de Janeiro, editora Thomas Nelson, 2017, 222 p., explicita uma vida que deveria ser seguida em todas as regiões do planeta,  quando a alma feminina ainda não possui afirmativa relevância evangélica, nunca submissa, tampouco doentia, como portava a Estrela da Manhã de Wittenberg.
 
Esclarecimentos de Ruth Tucker, autora de tão necessária biografia nas comemorações dos 500 anos da Reforma: “O casamento de  Martinho e Catarina acabou sendo tudo, menos um escândalo, como seus inimigos reivindicavam ser... O papel de Catarina não pode ser superestimado.” O pensar de Laurel Tatcher Ulrich continua valendo  até hoje: “Muheres bem comportadas raramente fazem história”.      
 
Segundo a autora, Catarina von Bora era mais equilibrada emocionalmente que o marido. A Reforma não teria êxito se ela não existisse, apesar dos resmungados invejosos dos reformistas de então, que ainda não compreendiam o papel feminino na libertação integral do Ser Humano.
 
O segundo livro é técnico, destinado aos que se portam atabalhoadamente diante dos desafios de uma contemporaneidade ainda pouco delineada nesta trôpega segunda década do século 21. Trata-se de uma série de pequenos ensaios, contendo as ferramentas necessárias para uma forte guinada existencial, ultrapassando barreiras aparentemente intransponíveis, resultando numa vida pessoal e organizacional repleta de realizações vitoriosas, compromissadas com amanhãs positivos, se bem utilizados o trinômio capacitação x criatividade x autoconhecimento, além de uma fé inquebrantável na Criação, sem chiliquismos nem os histerismos nulificantes, incompatíveis com os ensinamentos advindos do Altíssimo.
 
O livro se intitula Coaching: a hora da virada, Maurício Sita coordenador editorial, São Paulo, Literare Books, 2017, 400 p. Constituído de 53 cases, os textos curtos e objetivos favorecem uma rápida compreensão do leitor, situando-o no seu contexto atual, favorecendo nele um embasamento operacional para mudanças que resultem em iniciativas que ensejem metas mais elevadas, favorecendo um sentir-se potencialmente desalienado. Eis alguns “insights” extraídos do livro, autores omitidos por princípios cautelares, evitando-se merchandisings desnecessários: a. Oferece-se dois computadores com a mesma configuração a dois jovens pré-universitários. O primeiro navega por ambientes repletos de vírus, curtindo sites pornográficos. O segundo, mais cauteloso, garante o PC com um antivírus, navegando sempre por ambientes informativos de boa qualidade. Em seis meses, quem estará em melhores níveis profissionais? Logicamente, o segundo estará mais apto em adquirir mais conhecimentos, capacitando-se para novos empreendimentos e favorecendo-se com a multiplicidade de ideias captadas; b. Francis Bacon, filósofo, já dizia que “Triste do homem que morre conhecido por todos, mas desconhecido de si mesmo.” E uma das características mais relevantes do homem contemporâneo essencialmente interdependente é a de ser possuidor da prática da gratidão, ratificando a reflexão de um autor desconhecido do século passado: “Quando deixei de olhar tão ansiosamente para o que me faltava e passei a olhar com gentileza para o que eu tinha, descobri que, de verdade, há muito mais a agradecer do que a pedir”. Busque identificar as pequenas coisas do seu dia-a-dia que lhe proporcionam satisfação, uma emoção positiva. Crie instantes de meditação, favorecendo um melhor conhecimento do seu caminhar com a qualidade do seu “eu” interior. Perceba as complementações existenciais que o acompanham, pois até um bom-dia alegre de um porteiro de prédio pode lhe favorecer um bem-estar pelo resto do expediente; c. Responda, vez em quando, quatro questões existenciais de fundamental significado em sua caminhada: Quais minhas forças internas?, Quais meus pontos frágeis?, Quais são as oportunidades externas que estão emergindo?, e Quais as principais ameaças externas que estão ameaçando meu caminhar?
 
A leitura rabiscada do livro acima em muito facilitará o primeiro pontapé numa mudança substantiva da vida de cada um, pessoal e profissionalmente.
 
Finalmente, um livro com as reflexões de um Juiz de Direito que desde a juventude buscava inúmeras respostas sobre questões existenciais, atualmente utilizando seus dons oratórios na divulgação da Doutrina Espírita. Um dos seus livros, Atitudes para vencer, São Paulo, Petit, 2007, 122 p., traz reflexões-alicerces que muito favorecem o caminhar do ser humano na direção de amanhãs reabilitadores, sempre pautadas numa famosa reflexão de Allan Kardec: “O Homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios, mas, em vez de reconhecê-los, acha mais simples, menos humilhante para sua vaidade, acusar a sorte, a providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas sua incúria.”  Algumas reflexões de um magistrado que proclama, com sabedoria, que “o problema não é o que nos ocorre, mas a maneira como interpretamos o que nos ocorre.” E mais:  “Você se nutre não apenas dos alimentos que leva à boca, mas também das ideias que aceita em sua mente”; “Duas situações perigosas: a primeira é a de cair e nunca mais de levantar; a segunda é a de extrema complacência com os nossos erros, permanecendo indefinidamente no lamaçal dos equívocos.”
 
Uma ampla “enxergância se consegue quando se sabe desapegar-se dos bens, dos títulos, dos cargos, da família, da vaidade, dos ídolos, dos ressentimentos, das culpas, dos preconceitos e das suas próprias verdades. Posto que, “se você não muda, a vida não mudará!!      
 
(Publicado em 18.09.2017 no site do Jornal da Besta Fubana (www.luizberto.com) e em nosso site www.fernandogoncalves.pro.br.)
Fernando Antônio Gonçalves

 

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