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APONTAMENTOS DE ARQUIVO
INDAGAÇÃO INDIGESTA
Numa escola de ensino médio, turma de concluintes, uma professora de história resolveu perguntar aos seus alunos qual, na opinião deles, teria sido, nos últimos mil anos de história da humanidade, o século que mais sofreu mudanças. E deu uma semana para que todos pesquisassem à vontade em suas residências e computadores.
 
 
Na data de recebimento das respostas, um adolescente franzino, afrodescendente, riso franco, QI sem limitações jumentais deu uma resposta que despertou a curiosidade geral. Disse ele, que o Google teria informado que um livro recentemente lançado no Brasil poderia ampliar os horizontes analíticos de todos. E declinou, mostrando uma fotocópia do livro lançado: Séculos de transformações: em mil anos de história, qual século passou por mais mudanças e qual a importância disso, Ian Mortimer, Rio de Janeiro, Difel, 2018, 474 p.
 
 
Avisado pela querida docente, amiga minha de longa data, desde os tempos de Universidade Católica de Pernambuco, adquiri o livro dias depois. E eis que me deparei com uma leitura deliciosa, sem rebuscados típicos dos gerados em pé numa rede. Uma reportagem de alto nível, provocativa por derradeiro, que possibilita aos estudantes pré-vestibulares um adensamento cultural desburrificador, favorecendo a elucidação dos nossos ontens, alguns deles ainda bastante obscuros por censuras políticas e religiosas, que favoreceram  obscurantismos analítico do acontecido com nossos ancestrais.
  
O EVANGELHO DAS RECORDAÇÕES
Indicado pela amiga psicanalista Valéria Pessoa, a leitura do livro das memórias do médium espírita Eliseu Rigonatti  denominado O Evangelho das Recordações, SP, Pensamento, 2007, 252 p., contendo mais de 50 anos de caminhada embasada na Mensagem do Homão da Galileia, fortifica a fé de gregos e troianos, espiritualistas e espíritas, num aprimoramento moral em busca dos amanhãs cada vez mais luminosos. O Rigonatti esmiúça os versículos do Evangelho Segundo São Mateus, utilizando uma linguagem cristalina, sem eruditismos que a nada conduzem, a favorecer o proclamado pelo Senhor Jesus de que “as Suas palavras jamais envelhecerão”, nunca sendo olvidadas pelos que serão chamados de bem-aventurados”.
 
 
CRETINICES BRASILEIRAS
Já dizia uma propaganda famosa de cigarros que “brasileiro tem a mania de levar vantagem em tudo”. Além de o país ser o maioral do planeta em uma porrada de outros setores, que apenas encobrem uma ilusória  superioridade que camufla inúmeras cretinices que integram o nosso cotidiano.     Vejamos alguns dos nossos pecadilhos vexaminosos:
- Colocar autoria em trabalhos técnico-científicos que não efetivou;
- Inserir nome de colega que faltou em lista de presença, nas Universidades;
- Pagar para alguém fazer seus trabalhos escolares ou profissionais, inclusive dissertações de mestrado e teses de doutoramento;
- Saquear cargas de veículos acidentados nas estradas;
- Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas;
- Subornar ou tenta subornar quando é flagrado cometendo infração;
- Trocar voto por qualquer coisa, areia, cimento, tijolo, e até dentadura, quando não por alguns reais;
- Trafegar pela direita nos acostamentos, diante de qualquer mínimo congestionamento;
- Parar em filas duplas, triplas, em frente às escolas; prejudicando o fluxo normal do trânsito;
- Dirigir após consumir bebidas alcoólicas;
- Apanhar atestado médico sem estar doente, só para cobrir faltas no trabalho;
- Fazer "gato " de luz, de água e de TV a cabo;
- Comprar recibo para abater na declaração de renda, objetivando para pagar menos imposto;
- Alterar declaração de cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas;
- Solicitar nota fiscal a maior, quando viaja a serviço da empresa;
- Comercializar objetos doados nas campanhas de catástrofes;
- Estaciona em vagas exclusivas para idosos ou deficientes;
- Emplacar o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA;
- Ao encontrar algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolvê-lo ao seu verdadeiro dono;
- Só cumprimentar quem é hierarquicamente superior;
 
 
UMA CONVERSÃO EMBASADA
A cada dia mais me convenço de uma coisa: muitos ateus assim se comportam diante das múltiplas embromações proclamadas por instituições que primam mais pela arrecadação do que pela convicção em prol de um Criador do Universo, induzindo milhões de pouco conscientes a crendices estapafúrdias dos mais variados calibres.
 
 
Recentemente li umas páginas escritas pelo diretor do Projeto Genoma. No livro A Linguagem de Deus: um cientista apresenta evidências de que Ele existe, Francis S. Collins, São Paulo, Editora Gente, 2007, 280 p., através de fundamentos técnicos e reflexões pessoais revela como abandonou o ateísmo, tornando-se cristão, por considerar plenamente viável a reconciliação e harmonia entre Deus e a ciência.
 
 
Revela Collins que o genoma é formado por todo o DNA de nossa espécie, sendo o código de hereditariedade da vida. Segundo ele, o primeiro rascunho do genoma humano possui um código de 3 bilhões de letras, escrito num código estranho e enigmático. Para se ter uma ideia, as informações contida em cada célula do corpo humano é tamanha e tão impressionante que ler cada letra dessa informação por segundo, dia e noite sem parar, levaríamos 31 anos. E se imprimíssemos tais letras num tamanho de fonte regular, em etiquetas normais, uma em cima da outra, teríamos uma torre de aproximadamente igual a um prédio de 53 andares.
 
 
Lamentavelmente, no mundo contemporâneo, encontramos pedras atiradas dos dois lados, por cientistas ateus evolucionistas e por fundamentalistas interpretadores ao pé da letra dos textos sagrados. E a análise é do Collins: “Meu argumento é que tais perspectivas podem coexistir em qualquer indivíduo, e de modo que enriqueça  e ilumine  a experiência humana. A ciência é a única forma confiável para entender o mundo da natureza, e as ferramentas científicas, quando utilizadas de maneira adequada, podem gerar profundos discernimentos na experiência material. A ciência, entretanto, é incapaz de responder a questões como ‘Por que o universo existe?’; ‘Qual o sentido da existência humana?’; ‘O que acontece após a morte?’. Uma das necessidades mais fortes da humanidade é encontrar respostas para as questões mais profundas, e temos de apanhar todo o poder de ambas as perspectivas, a científica e a religiosa, para buscar a compreensão tanto daquilo que vemos como do que não vemos”. E o livro ainda comporta um apêndice primoroso: a prática moral da ciência e da medicina, inclusive como a Bioética se fundamenta sobre os fundamentos da lei moral.
 
(Publicado em 02.07.2018 no site do Jornal da Besta Fubana (www.luizberto.com) e em nosso site www.fernandogoncalves.pro.br)  
Fernando Antônio Gonçalves
 

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