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AESGA, 35 ANOS
Com a presença de seletos convidados, a AESGA – Autarquia do Ensino Superior de Garanhuns comemorou recentemente seus 35 anos de existência. Numa solenidade que contou com a presença do professor Rivaldo Mendes, dinâmico vice-reitor da Universidade de Pernambuco, como palestrante principal da solenidade.

A AESGA é atualmente presidida pela socióloga e professora Eliane Simões Vilar, mestra em Educação pela Universidade Internacional de Lisboa e também mestra em Antropologia Cultural pela Universidade Federal de Pernambuco, tendo sido ainda a primeira mulher, no Brasil  a assumir a presidência de um sindicato de trabalhadores.

No coquetel realizado após encerramento das comemorações, fiquei a imaginar quais seriam os principais desafios da Autarquia para as próximas décadas, quando Pernambuco e o Agreste estarão ingressados em novos patamares socioeconômicos? Desejando ver em Garanhuns, breve, funcionando em plena efervescência, o Centro Universitário do Agreste Meridional, exponho abaixo algumas ponderações, que muito poderão subsidiar um planejamento estratégico quatripartido, envolvendo as esferas estaduais, municipais, comunitárias e empresariais.

Quais os balizamentos para a efetivação de tal planejamento, jamais se deixando de lado a advertência proclamada pelo filósofo Friedrich Nietzsche: “A mais pérfida maneira de prejudicar uma causa é defendê-la intencionalmente com más tazões”? Cito os principais, sob um ponto de vista estritamente pessoal: a. O que precisa ser feito amanhã, no próximo mês, nos próximos semestres, nos anos vindouros, favorecendo o Ensino Fundamental e Médio do municipio?; b. Como concentrar-se no essencial dos amanhãs, sem nostalgias, abjurando imediatismos populistas e eleitoreiros?; c. Como viabilizar alternativas, a partir de iniciativas conjuntas?; d. Como não se valer de apaniguados na gestão de uma administração estratégica, fortalecendo os objetivos estruturadores?; e. Como incentivar procedimentos de inovação e criatividade nas iniciativas locais públicas e empresariais? f. Como injetar doses maciças de competência técnico-científica e administrativa na área pública?; g. Como orientar estratégicamente o terceiro grau municipal para desafios e patamares compatíveis com a velocidade de uma mundialização cada vez mais acentuada, sem invencionices  pirotécnicas de quem anseia consagrações de cinco minutos?; h. Como socializar municipalmente o lema “quem pensa, ajuda, quem bajula, anestesia”?; i. Como reduzir/erradicar as discriminações, entre gêneros, sexualidades, condições financeiras, religiosidades e etnias?

Parodiando Fernando Pessoa, o genial poeta lusitano : “Por vitalidade de uma região não se pode entender nem a sua força militar, nem a sua prosperidade comercial, coisas secundárias e por assim dizer físicas; tem de se entender a sua exuberância de alma, isto é, a sua capacidade de criar, não já simples ciência, o que é restrito e mecânico, mas novos moldes, novas idéias gerais, para o movimento civilizacional a que pertence”. Para tanto, algumas iniciativas parecem desastrosas, autofágicas por derradeiro: a. Pensar em curto prazo – Não projetar, nem raciocinar para além de cinco/dez anos; b. Ser obsessivo – Ter como objetivo ganhar sempre, sem considerar os limites para os ganhos financeiros; c. Acreditar que existe sempre alguém mais tolo do que você – Desprezar os outros, porque “sempre haverá alguém, inclusive ele um dia, suficientemente estúpido para só perceber o que está acontecendo quando for tarde demais”; d. Acompanhar a manada – Não ouvir  as vozes discordantes, que precisam ser ridicularizadas e silenciadas; e. Generalizar sem limites – Criar preconceitos e condenar ou louvar instituições e pessoas por critérios difusos e subjetivos, sempre bajulatórios; f. Seguir a tendência – Procurar ver o que está dando certo, copiando acriticamente e esperar que os resultados se repitam; g. Jogar com o dinheiro dos outros – Tentar progredir com o capital alheio; h. Preocupar-se com receitas, jamais com investimentos.

Por fim, aplaudir sem titubeios Ludwig Wittgenstein: “É melhor cair morto de exaustão do que morrer se lamentando”. Viva a AESGA e os seus 35 anos de caminhada vitoriosa!!

(Publicada em 09/07/2012, no Portal da Revista ALGOMAIS, Recife – PE)
Fernando Antônio Gonçalves
 

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